Capítulo 8: Onde os Desregramentos Estão
Neste capítulo será abordada as emoções patológicas que
levam o nome de distúrbios da ansiedade, uma das formas mais comuns de doença mental. As emoções patológicas ocorrem quando emoções normais tornam-se excessivas e inadequadas. Será demostrada a participação do
sistema cerebral do medo neste distúrbio, bem como os avanços obtidos no entendimento da maneira pela qual o sistema do medo normalmente ajuda-nos a entender o que está errado nos transtornos de ansiedade. O
autor propõe que os distúrbios de ansiedade surgem quando o sistema do medo sai do controle cortical que de modo geral refreia nosso impulsos primitivos - nossos desregramentos.
Breve Histórico da Doença Mental
O trabalho sobre o diagnóstico de doença mental tem sua origem com Emil Kraepelin em fins do século dezenove. Emil Kraepelin estabeleceu a diferença entre a
esquisofrenia e a depressão maníaca ao mostrar que estes distúrbios ocorrem de maneiras distintas. Freud, contemporâneo de Kraepelin, priorizou as neuroses e não os problemas psicóticos como a esquizofrenia,
enfatizando o conflito intrapsiquico e a ansiedade resultante como as suas causas.
Hoje os profissionais de saúde mental dispõem de uma coleção de categorias de diagnóstico à sua disposição.
A elevada porcentagem de doenças mentais que envolvem a ansiedade não desqualifica a teoria do espectro, pois tratar depressão ou esquizofrenia como ansiedade provavelmente não trará os bons
resultados que advêm do tratamento diferenciado. Contudo ela ressalta como é importante compreender a natureza da ansiedade e suas diferentes manifestações.
Felizmente o entendimento do sistema do
medo pode ajudar-nos a explicar como surgem os distúrbios da ansiedade e também aplicar alguma forma de tratamento, possivelmente evitando a sua ocorrência.
Ansiedade: Medo e Ódio
A ansiedade e o medo estão intimamente relacionados; ambos constituem reações diante de uma situação efetiva ou potencialmente efetiva. De modo geral, a ansiedade se
diferencia do medo pela ausência de um estímulo externo que produz a reação. A ansiedade provêm do nosso íntimo, o medo do mundo externo.
Medo e ansiedade são reações normais diante do perigo (real
ou imaginário) e não são por si só problemas patológicos. Quando medo e ansiedade são mais constantes e persistentes do que seria razoável, impedindo a vida normal, aí sim existe um distúrbio de medo/ansiedade.
O autor sustenta a idéia de que em termos de sistema cerebral e não de sintomas, os transtornos de ansiedade refletem o funcionamento do sistema do medo no cérebro.
O Pequeno Alberto Encontra o Pequeno Hans
A idéia é de que o condicionamento pelo medo tenha uma participação significativa nos transtornos da ansiedade. As teorias de medo
condicionado pela ansiedade no princípio da década de 60, como a de Wolpe (teórico do condicionamento) argumentava que um estímulo neutro na presença de um trauma, irá adquirir a capacidade de produzir reações
de medo e que as fobias nada mais são do que medo (ansiedade) que passou a ser condicionamento por um episódio sobre outros aspectos inexpressivos.
Existiam duas linhas na questão de como a ansiedade
deve ser tratada: os freudianos e seus pupilos behavioristas acreditavam que a meta da terapia era a resolução do conflito inconsciente. A outra escola, representada por Wolpe, rejeitava as explicações
inconscientes e considerava os sintomas neuróticos como nada mais, nada menos do que respostas condicionadas. Contudo existe um ponto em comum entre as duas teorias, a ansiedade resulta de experiências de
aprendizado traumáticas.
Como o aprendizado traumático envolve (ao menos em parte) o condicionamento pelo medo é possível que mecanismos cerebrais similares contribuam para a ansiedade patológica
entre seres humanos e o medo condicionado em animais. Neste caso, descobertas obtidas a partir de experiências com animais poderiam ser usadas para entender como a ansiedade é aprendida, desaprendida e controlada em
seres humanos.
Pronto Para Temer
No alvorecer da década de 70, Martin Seligman, psicólogo experimental estudioso do medo condicionado em animais, constatou que
as fobias humanas parecem mais resistentes à extinção e mais irracionais do que os medos condicionados em animais. Na opinião de Seligman a chave para essa diferença reside no fato de que enquanto as
experiências em laboratório fazem uso de estímulos arbitrários e sem significado (luzes piscando e campainhas), as fobias costumam envolver tipos específicos de objetos ou situações carregadas de significado
(insetos, cobras, altura).
Argumenta o autor que talvez estejamos preparados pela evolução para aprender certas coisas com mais facilidade do que outras, e que esses exemplos biologicamente
estimulados de aprendizado são especialmente potentes e duradouros. Segundo ele, as fobias refletem nossa preparação evolutiva para tomar lições sobre o perigo e reter a informação adquirida com toda sua
intensidade. Porém como nosso ambiente é muito diferente daquele em que viviam nossos ancestrais, nossa preparação genética para aprender quais são os perigos ancestrais podem trazer-nos problemas,
levando-nos, por exemplo, a ter medo de situações que não são particularmente perigosas em nosso mundo.
Öhman mostra que as fobias podem ser aprendidas e expressadas independentemente da consciência,
relacionando-as com sua natureza aparentemente irracional.
Novos Caminhos da Ansiedade: Dicas do Cérebro
Serão examinadas em particular
algumas idéias de que, durante uma situação de aprendizado traumático, memórias conscientes são armazenadas por um sistema que envolve o hipocampo e áreas corticais correlatas, e memórias inconscientes
estabelecidas por mecanismos de condicionamento pelo medo funcionam através do sistema que tem como base a amígdala.
Estes dois sistemas funcionam em paralelo e armazenam tipos diferentes de
informação relevantes para a experiência, e quando, posteriormente, os estímulos presentes durante o trauma inicial são encontrados, cada sistema tem potencial para recuperar suas memórias. No caso do sistema da
amígdala a recuperação tem como resultado as reações corporais que se preparam para o perigo, e no caso do sistema do hipocampo, sobrevêm a lembrança consciente.
Perdas e Recuperação de Lembranças Traumáticas Induzidas pelo Medo: Pessoas clinicamente ansiosas não se lembram de qualquer episódio traumático particular que poderia ter ocasionado sua ansiedade. Uma solução
possível é que episódios de estresse podem ocasionar disfunções no hipocampo. O que sugere que pelo menos em alguns casos a impossibilidade de recordar um trauma impressionante pode dever-se a uma ruptura,
induzida pelo estresse, da função da memória do hipocampo.
Existe outra relação importante entre o estresse e a memória. Uma das conseqüências do excesso de tensão é a depressão, e vez por outra
pessoas deprimidas têm péssima memória, é bem possível que os distúrbios de memória que ocorrem na depressão tenham uma ligação estreita com os efeitos do estresse sobre o hipocampo.
Até onde
se sabe o estresse não influencia o funcionamento da amígdala e como será demonstrado, pode até mesmo ampliar as funções da amígdala. Assim é perfeitamente possível que o indivíduo tenha uma péssima memória
consciente de um episódio traumático, mas ao mesmo tempo, produza memórias emocionais inconscientes potentes e implícitas graças à mediação do condicionamento pelo medo mediada pela amígdala. Estes profundos
medos inconscientes podem se tornar bastante resistentes à extinção, em outras palavras eles podem tornar-se fontes inconscientes de profunda ansiedade, capaz de exercer potencialmente sua influência perversa e
obscura ao longo da vida. Entretanto, estas potentes memórias implícitas não podem ser convertidas em memórias explícitas. Se uma memória consciente não foi formada ela não pode ser recuperada.
Ampliação da Memória Emocional por Fatores de Estresse Irrelevantes: A mesma quantidade de tensão que pode produzir o esquecimento de um trauma pode também ampliar as memórias
inconscientes ou implícitas que são formadas durante o episódio traumático.
Keith Corodimas, Jay Schulkin e o autor anteciparam que durante estresse intenso, os processos de aprendizado e da memória
pela amígdala poderiam ser facilitados, e examinando o efeito da sobrecarga de hormônio do estresse sobre o comportamento de medo condicionado, concluíram que o estresse intensifica as reações condicionadas.
Se de fato o hipocampo é danificado e a amígdala favorecida pelo estresse, surge a possibilidade de que o estresse coloque-nos numa forma de atuação na qual reagimos ao perigo em lugar de pensar a
respeito.
Disfunções Cerebrais podem Tornar o Aprendizado Despreparado Resistente à Extinção: As reações de medo condicionadas por tons ou luzes
arbitrárias, no caso dos ratos, podem tornar-se altamente resistentes à extinção se determinadas áreas corticais que se projetam na amígdala forem danificadas. O que sugere que estas regiões do córtex podem
apresentar alguma disfunção em certos casos de ansiedade patogênica, permitindo que estímulos comuns sejam condicionados pela amígdala de maneira a resistir a extinção.
Após realizar experiências
sobre os efeitos de lesões nas áreas visuais do córtex em ratos, constatou-se que a amígdala do rato com córtex lesionado, assim como do ser humano insistem em expressar suas memórias do medo na presença de
informações que indicam que o estímulo não está mais associado ao perigo. A extinção parece exigir a regulação cortical da amígdala, e até mesmo o medo condicionado despreparado pode ser resistente a extinção quando
a amígdala é libertada desses controles corticais.
Um dos sinais de lesão no lobo frontal em seres humanos é a perseveração, isto é a impossibilidade de deixar de fazer alguma coisa quando esta
não é mais apropriada. Por exemplo: dá cartas com cores, formas e números diferentes, dá uma regra que deve ser seguida, como escolher cartas que possuam uma determinada forma. Faz corretamente, mas depois
muda a regra para selecionar a carta, agora deve-se levar em consideração a cor, não consegue realizar, continua escolhendo a forma.
Os ratos têm perseveração emocional para descrever a
impossibilidade de extinguir as respostas do medo condicionado. A perseveração emocional resultou de lesões numa pequena parte da região pré-frontal lateral e medial. O córtex medial dedica-se à mudança da
resposta do comportamento porque faz parte do córtex pré-frontal, e a mudança das respostas produzida pelas informações emocionais porque está interligado com a amígdala.
O córtex pré-frontal, assim
como o hipocampo, pode sofrer alterações sob a influência do estresse. Pesquisas recentes mostraram que ambos constituem uma força contrária capaz de impedir a liberação excessiva dos hormônios do estresse.
Como o estresse prolongado produz um colapso dessa função de controle do feedback
negado, talvez ambas as regiões sofram um efeito adverso. A paralisação produzida pelo estresse no córtex pré-frontal poderia afouxar os freios da amígdala formando o novo aprendizado mais potente e resistente à extinção, e possivelmente permitindo que medos condicionados já extintos voltem a manifestar-se.
Por si só a dificuldade de extinguir o medo clínico não significa a participação de um sistema cerebral diferente daquele que intermedia os medos condicionados extinguíveis em animais. As diferenças
entre os medos condicionados de fácil eliminação em experiências de laboratórios e em pessoas tomadas de ansiedade refletem com toda a probabilidade, diferenças no modo de funcionamento do sistema do medo em
cérebros normais e ansiosos e não no sistema que o cérebro utiliza para aprender o medo condicionado e a ansiedade clínica.
Abolida mas Não Esquecida - A Indelebilidade da Memória Emocional: a descoberta de que o córtex pré-frontal medial lesionado produz resistência a extinção do medo condicionado corriqueiro também sugere que a
extinção impossibilita expressar respostas de medo condicionado, mas não apaga as memórias implícitas subjacentes a esses repostas.
A idéia de que a extinção não exige a eliminação das memórias
emocionais, mas na verdade impede sua expressão é compatível com uma série de descobertas acerca das reações condicionadas. Pavlov descobriu que as reações extintas poderiam "ressurgir espontaneamente" com
a simples passagem do tempo. Sabe-se também que se o rato for condicionado pela combinação de som e choque numa caixa, a reação de medo produzida será renovada se o rato for recolocado na caixa de treinamento
inicial.
Talvez não possamos nos livrar das memórias implícitas que fundamentam os transtornos da ansiedade. Se assim for, o máximo que podem esperar é exercer controle sobre elas.
O Sistema do Medo e os Transtornos Específicos da Ansiedade
Até muito recentemente os diversos transtornos da ansiedade não
haviam sido classificados nem recebido tratamento diferenciado. Com o surgimento de distinções diagnósticas claras entre os diferentes distúrbios da ansiedade, foram apresentadas teorias de condicionamento pelo medo
específicas para transtorno. Procura-se agora fundamentar as teorias para fobias específicas do pânico e do TEPT com descobertas sobre os mecanismos do cérebro no condicionamento pelo medo.
Medos Fóbicos: Normalmente a potência do condicionamento é determinada sobretudo (embora não exclusivamente) pela intensidade traumática do estímulo incondicionado. Porém, o estímulo
condicionado pelo medo preparado também contribui em parte para o impacto emocional.
Como visto no capítulo 6, informações sobre os estímulos externos chegam à amígdala por 2 vias: uma subcortical e
outra cortical. A trilha subcortical é curta e rápida, mas imprecisa e a trilha cortical tem os atributos opostos e o aprendizado e a memória exigem a potenciação da transmissão sináptica nestas vias. No
cérebro normal a potenciação provavelmente ocorre em ambas as vias, que trabalham em conjunto no condicionamento e expressão das respostas do medo aos estímulos externos. Mas suponhamos que em vista da predisposição
genética ou de experiências passadas, que o aprendizado fóbico requisitasse mais a via subcortical do que a cortical, sobretudo para os estímulos preparados. A trilha subcortical não sendo capaz de estabelecer
distinções precisas, pode produzir um aprendizado capaz de disseminar-se mais livremente para outros estímulos.
Conquanto o condicionamento pelo medo, mediado pela amígdala, seja uma forma de
aprendizado implícito, os fóbicos têm um medo consciente do seu estímulo fóbico. isto pode ser porque: A memória (explícita relacionada a consciência) pode ser formada durante a situação de aprendizado traumático
inicial, ou ser produzida através de experiências subsequentes com o objeto da fobia. Ao se deparar com o objeto a amígdala, inconscientemente irá produzir a expressão corporal do medo. Ao tomar consciência
desta reação física o indivíduo atribuí a excitação ao objeto desse tipo.
Nem todos aqueles que são expostos a um episódio traumático desenvolvem uma fobia. O cérebro de algumas pessoas, devido a
composição genética ou a experiências do passado, deve ter uma predisposição para reagir às experiências de aprendizado traumática dessa maneira específica.
Estresse Traumático: O TEPT já foi conhecido como neurose de guerra ou fadiga de guerra, por ser comumente diagnosticado em veteranos de guerra. A diferença entre a teoria da fobia pelo medo condicionado e o
TEPT concentra-se no fator de intensificação do processo de condicionamento. No caso do aprendizado fóbico preparado, o estímulo condicionado torna o aprendizado especialmente potente. O estímulo
incondicionado costuma ser bem desagradável e pode até mesmo ser doloroso, mas não extraordinário. Contudo no caso do TEPT, os episódios que servem de estímulo condicionado são menos evidentes do que o estímulo
incondicionado. No caso do TEPT o estímulo incondicionado é especialmente intenso, capaz de bombardear a amígdala com sinais elétricos e químicos particularmente potentes. Estes estímulos são interligados por
meio das sinápses aos sons e imagens, que também alcançam à amígdala. Posteriormente, a repetição desses mesmo estímulos ou de estímulos correlatos produz profundas reações de medo.
É possível no
TEPT, tal qual ocorre no aprendizado fóbico, que haja uma participação das regiões de processamento sensorial subcortical para a amígdala. Talvez o trauma, por algumas razões (genéticas ou experenciais) produza no
cérebro de certas pessoas uma predisposição tal que as trilhas talâmicas para a amígdala predominam em relação as corticais, possibilitando que essas redes de processamento inferiores assumam a liderança no
aprendizado e armazenamento de informações. Desta maneira, a reação instintiva predominaria em relação ao entendimento do porque, ou do que está provocando aquela reação emocional.
Pânico: As crises de pânico constituem o transtorno de ansiedade mais comum. Ao contrário das reações fóbicas e do TEPT que ocorrem na presença de estímulos externos, a crise de pânico parece
estar mais relacionada a estímulos internos.
Na opinião de Wolpe, a causa do primeiro acesso de pânico não é importante, ela pode ser orgânica ou psicológica. Qualquer que seja a causa, o
estímulo que porventura esteja presente na ocasião irá tornar-se o estímulo do medo condicionado. Contudo, estes estímulos são internos (aumento da pressão sangüínea, batimentos cardíacos) e não externos. Não
existem pesquisas concretas, mas acredita-se que a amígdala possa participar na ativação do pânico.
Maus Hábitos e Pensamentos Ansiosos
As reações de evitação
constituem respostas instrumentais que são aprendidas porque são reforçadas. Então passam a ser desempenhadas com regularidade, isto é automaticamente, na presença de estímulos apropriados. Tornam-se hábitos,
formas de reagir automaticamente a estímulos que constituem alertas rotineiros ao perigo. Assim como as reações do medo condicionado, são cumpridas automaticamente, mas são aprendidas e não inatas.
A
natureza automática dos hábitos emocionais pode ser extremamente proveitosa, permitindo-lhe evitar perigos comuns sem ter de pensar muito a respeito. Contudo, quando os hábitos emocionais tornam-se transtornos da
ansiedade, o aprendizado rígido e interminável que é típico da atitude de evitação, se transforma numa obrigação.
Como propuseram Mowrer e Miller o aprendizado de evitação costuma ser visto em
duas etapas: ocorre o condicionamento pelo medo e depois uma reação é aprendida porque supostamente reduz o medo aprendido.
Algumas drogas são utilizadas para reduzir a ansiedade, mas ainda não se
sabe com precisão em que local do cérebro elas operam. Contudo é mais provável que exerçam sua ação numa variedade de pontos.
Os circuitos cerebrais da evitação são menos conhecidos do que os
circuitos de condicionamento pelo medo. A evitação é mais complexa pois possui além do condicionamento pelo medo o aprendizado instrumental.
Psicoterapia: Simplesmente uma Outra Maneira de Religar o Cérebro
A terapia é simplesmente uma outra maneira de criar potenciação sináptica nas vis do cérebro que controlam a amígdala. As memórias
emocionais desta, como vimos estão gravadas em seus circuitos. O melhor que podemos esperar é regular sua expressão e fazemos isso levando o córtex a controlar a amígdala.
A terapia de extinção pode
ocorrer por meio de uma forma de aprendizado implícito que envolve o circuito pré-frontal-amígdala, enquanto a psicanálise enfatizando o insigth
consciente e as avaliações por meio do sistema de memória do lobo temporal e de outras áreas corticais envolvidas na percepção consciente.
(Nenhum) Obrigado à Memória
A capacidade de formar memórias imediatas de estímulos associados ao perigo, mantê-las por longo período de tempo e usá-las automaticamente em situações semelhantes no futuro constitui uma das funções
da memória mais potente e de aprendizado mais eficiente. Mas esse luxo tem seu preço. As vezes, talvez sempre, desenvolvemos, medos e ansiedades diante de coisas que poderiam passar desapercebidas. Temos mais
medo do que precisamos, e parece que nosso sistema de condicionamento pelo medo tremendamente eficiente, combinado com uma capacidade muito poderosa de pensar sobre nossos medos e com a incapacidade de controlá-los,
provavelmente mostra-se equivocados, mas tem solução como mostra o capítulo 9.
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