
A partir de reflexos neurológicos básicos, o bebê começa a construir esquemas de ação para assimilar mentalmente o meio. A inteligência é prática. As noções de espaço e tempo são construídas pela ação. O contato com o meio é direto e imediato, sem representação ou pensamento.
Exemplos:
O bebê pega o que está em sua mão; "mama" o que é posto em sua boca;
"vê" o que está diante de si. Aprimorando esses esquemas, é capaz de ver um objeto,
pegá-lo e levá-lo a boca.
Também chamado de estágio da Inteligência Simbólica . Caracteriza-se,
principalmente, pela interiorização de esquemas de ação construídos no
estágio anterior (sensório-motor).
A criança deste estágio:
Exemplos:
Mostram-se para a criança, duas bolinhas de massa iguais e dá-se
a uma delas a forma de salsicha. A criança nega que a quantidade
de massa continue igual, pois as formas são diferentes.
Não relaciona as situações.
A criança desenvolve noções de tempo, espaço, velocidade,
ordem, casualidade, ..., já sendo capaz de relacionar diferentes
aspectos e abstrair dados da realidade. Não se limita a uma representação
imediata, mas ainda depende do mundo concreto para chegar à abstração.
desenvolve a capacidade de representar uma ação no sentido inverso de
uma anterior, anulando a transformação observada (reversibilidade).
Exemplos:
despeja-se a água de dois copos em outros, de formatos diferentes,
para que a criança diga se as quantidades continuam iguais.
A resposta é afirmativa uma vez que a criança já diferencia aspectos
e é capaz de "refazer" a ação.
A representação agora permite a abstração total. A criança não se limita mais
a representação imediata nem somente às relações previamente existentes,
mas é capaz de pensar em todas as relações possíveis logicamente buscando
soluções a partir de hipóteses e não apenas pela observação da
realidade.
Em outras palavras, as estruturas cognitivas da criança alcançam seu nível mais
elevado de desenvolvimento e tornam-se aptas a aplicar o raciocínio lógico
a todoas as classes de problemas.
Exemplos:
Se lhe pedem para analisar um provérbio como "de grão em grão, a galinha
enche o papo", a criança trabalha com a lógica da idéia (metáfora) e não
com a imagem de uma galinha comendo grãos.
Observação: a maioria dos exemplos foram retirados da reportagem "Jean Piaget", escrita pela jornalista Josiane Lopes, da revista Nova Escola, ano XI, nº 95, de agosto de 1996.
| Julio Alberto Nitzke | Márcia de Borba Campos | Maria de Fátima do Prado Lima |