Abstração
empírica - Segundo Franco, Sergio
R. K, em O Construtivismo e Educação, Editora Mediação,
1995, pag 37, consiste em retirar (abstrair) o conhecimento diretamente
dos objetos ou da ação que exerce sobre estes objetos. Portanto
é um conhecimento extraído diretamente dos observáveis.
Este conhecimento limita-se em abstrair os aspectos básicos dos
objetos: forma, cor, peso, textura, etc
Abstração
reflexionante - Segundo Franco, Sergio
R. K, em O Construtivismo e Educação, Editora Mediação,
1995, pag 37, consiste em retirar (abstrair) o conhecimento não
dos objetos, mas da coordenação das ações sobre
os objetos. Assim, por exemplo o conhecimento da operação
matemática da soma é retirado (abstraido) da coordenação
de várias ações.
Acomodação
- Segundo, Piaget, J, em Biologia e Conhecimento, Petropolis: Editora
Vozes, 1996, pag 18, acomodação (por analogia com
os "acomodatos" biológicos), é toda modificação
dos esquemas de assimilação sob
influência de situações exteriores (meio) aos quais
se aplicam. Mas, assim como não há assimilação
sem acomodações (anteriores ou atuais), assim tambem não
há acomodação sem assimilação. Isto
significa que o meio não provoca simplesmente o registro de impressões
ou a formação de cópias, mas desencadeia ajustamento
ativos. E por isso que só falamos em "acomodação"
subtendendo "acomodação de esquemas de assimilação".
Para Ferreira, Jairo, em seu mail de 28/05/98, no campo das trocas comunicacionais,
assimilar é dar significados aos signos conforme nossos esquemas
de significação, acomodar é modificar esta significação,
agregando aos signos significados antes ausentes. Ver ilustração
[1].
Adaptação
- Responsável pela evolução dos organismos, que se
transformam
Assimilação
- Segundo, Piaget, J, em Biologia e Conhecimento, Petropolis: Editora
Vozes, 1996, pag 13, é a integração a estruturas
prévias, que podem permanecer invariáveis ou são mais
ou menos modificadas por esta própria integraçao, mas sem
descontinuidade com o estado precedente, isto é, sem serem destruídas,
mas simplesmente acomodando-se à nova situação. A
assimilação, definida assim em termos funcionais muito gerais,
desempenha um papel necessário em todo o conhecimento.
Segundo Ferreira, Jairo, em seu mail de 28/05/98, no campo das trocas comunicacionais,
assimilar é dar significados aos signos conforme nossos esquemas
de significação Ver ilustração
[1].
C
Conhecimento
- Resulta das interações
entre sujeito-sujeito e/ou sujeito-objeto. Em "A Epistemologia Genetica"(PIAGET,
1970), Piaget coloca que o "conhecimento resulta das interações
que se produzem a meio caminho entre os dois .. [sujeito/objeto] ... sendo
de uma dupla construção progressiva que depende da elaboração
solidária do sujeito e dos objetos".
E
Equilibração
- Mecanismo condicionante do desenvolvimento. Nas estruturas
cognitivas é resultante de dois processos complementares:
-
a adaptação que modifica a
estrutura do organismo a partir da resistência do objeto, e
-
a assimilação quando os objetos
passa a integrar a estrutura.
Segundo, Piaget, J, em Biologia e Conhecimento, Petropolis:
Editora Vozes, 1996, pag 37, equlibração constitui
um processo muito geral, que, em grandes linhas, vem a opor compensações
ativas às perturbacoes exteriores; compensações que
variam, sem dúvida, segundo os níveis e os esquemas do sujeito,
mas consistem sempre em reagir as perturbações sofridas ou
antecipadas.
Equilibrio
operatório - Segundo, Piaget, J, em Biologia e
Conhecimento, Petropolis: Editora Vozes, 1996, pag 37, caracteriza-se
essencialmente pela reversibilidade (inversão ou reciprocidade),
isto é, precisamente pela estabilização dos sistemas
de compensações.
Esquemas
(de ações) - Permitem dar significação
ao objeto, que ao assimilá-lo, vão se diferenciando através
de acomodações. Segundo, Piaget, J, em Biologia e Conhecimento,
Petropolis: Editora Vozes, 1996, pag 16, - o que, numa ação,
é transponível, generalizável ou diferenciável
de uma situação a seguinte, ou seja, o que há de comum
nas diversas repetições ou aplicações da mesma
ação.
Estágios
- Segundo, Piaget, J, em Biologia e Conhecimento, Petropolis: Editora
Vozes, 1996, pag 27-28, no terreno da inteligência falamos,
em síntese, de fases quando são satisfeitas as seguintes
condições: 1) seja constante a sucessão dos comportamentos,
independentemente das acelerações ou retardamentos que podem
modificar as idades cronológicas (não seria idades
mentais?, problemas ou equívocos de traducao?) médias
em função da experiência adquirida e do meio social
(como das aptidões individuais); 2) seja definida cada fase não
por uma propriedade simplesmente dominante mas por uma estrutura de conjunto,
que caracterize todos os comportamentos novos próprios dessa fase;
3) essas estruturas apresentam um processos de integração
tal que cada uma delas seja preparada pela precedente e se integre na seguinte.
Estado
de Desequilibrio - Produzido por uma perturbacao - dificuldade
de assimilação.
Estrutura
- Resultado da reorganização dos esquemas e
serve de base para a construção de nova estrutura em nivel
mais elevado, que vai se desenvolvendo em quantidade e qualidade.
I
Inteligência
- Forma de adaptação
humana, admitindo-se paralelismo entre processos intelectuais e biologicos,
realizada atraves da criacao continua de estruturas mentais cada vez mais
complexas e em progressivo equilibrio com o meio.Em "O Nascimento da Inteligencia
na Crianca"(PIAGET, 1982), Piaget coloca a inteligência como fator
de conservacao da vida: "A inteligencia eh essencialmente uma organizacao
...", responsável em promover a estruturacao
do universo, atraves de trocas, de adaptacao
que provoca um acrescimo no organismo, que se transforma em funcao do meio,
tendo como meta a conservacao do organismo. Para Lino de Macedo (MACEDO,
1997 - Revista Patio) "ser ou estar vivo, eh, por isso, ser ou estar inteligente".
M
Memória
- Segundo, Piaget, J, em Biologia e Conhecimento, Petropolis: Editora
Vozes, 1996, pag 11, condutas muito diversas, cujo único
traço comum e a conservação do passado ou, falando
mais exatamente, a utilização de aquisições
anteriores. Na maioria dos casos, a memória confunde-se assim com
o hábito ou com seu aspecto particular de reconhecimento de indices.
Observáveis
- De acordo com Garcia, A. & Fabregat,
A. em A Construção do Conhecimento na Educação,
Editora Artes Médicas, pag 94, é "aquilo que a experiência
permite comprovar em uma leitura imediata dos fatos presentes por si mesmos".
Os autores citam Piaget, J: La equilibracion de Las estructuras cognitivas,
Siglo XXI, Madri, pag 49.
Operação
- Ação interiorizada, i. é, reconstrução
de ações sensório-motoras, mediante a função
semiótica - ação que pode ser representada através
de instrumentos, como as imagens e a linguagem. Se a operação
fizer parte de um sistema estruturado, temos uma dependência entre
ações dentro deste sistema. Uma ação operatória
tem como característica sua propriedade fundamental que é
a reversibilidade - implica simultaneamente um sentido direto e um inverso.
(Ex.: Uma crianca tem uma bola de massinha de modelar e faz um cilindro.
Já tem presente em sua mente que pode tornar a refazer a bola).
P
Percepção
- Segundo, Piaget, J, em Biologia e Conhecimento, Petropolis: Editora
Vozes, 1996, pag 13-14, quando um homem ou um animal percebe
um objeto, identifica-o como pertencente a certas categorias, conceituais
ou práticas, ou, no plano propriamente perceptivo, percebe-o por
intermédio de esquemas funcionais ou espaciais. Assimila-o pois
a estruturas mais ou menos complexas e de níveis diversos,
mas anteriores à sua percepção do momento.
R
Reequilibração
- Troca de um estado de desequilíbrio por outro de
equilíbrio. No estado de equilibrio as estruturas possibilitam a
assimilação do objeto do conhecimento ou as estruturas se
modificam (acomodação) para poder assimilar o elemento. O
estado de equilibrio resulta da interação entre assimilação
e acomodação
S
Sistemas
em Equilíbrio - Constituem-se de ações,
em estruturas de conjunto, capazes de compensar perturbações
através de mecanismos reguladores, de modo a conservar o equilibrio
manifestado pela reversibilidade das ações.
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