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Para começar: como você descreve uma padronagem? Digite abaixo sua opinião. Confronte o conteúdo apresentado com seu próprio conceito de Design de Superfície e digite abaixo sua nova versão.

 

 

A classificação que aqui apresentamos abrange basicamente padronagens impressas sobre papéis, tecidos, cerâmicas e sintéticos. Não contempla os padrões surgidos através de técnicas de entrelaçamento textil como teelagem e jacquard.

Vamos adotar a classificação determinada por Grace Jeffers, historiadora de design do curso de pós-graduação do Fashion Institute of Tecnology (NYC) em sua pesquisa:

"Nomenclatura: uma apropriada taxonomia para padrões em 2 Dimensões". Segundo a autora existem diferentes abordagens na tentativa de classificar os padrões:
  • por categorias, por exemplo: desenhos geométricos, botânicos e não-convencionais;
  • por período histórico, por exemplo o barroco francês, Art Nouveau;
  • por aplicação, por exemplo para decoração de interiores comercial, residencial;
  • outras.

Mas Grace nos coloca a dificuldade de precisão destas classificações adotadas independentemente por universidades, indústrias, revendedores, etc.

Se definirmos que uma coleção será de estilo chinês, não estamos precisando o período da história e dinastia chinesa. Além do mais a influência chinesa sobre outros povos é grande e cíclica. Por exemplo, podemos encontrar muitos ornamentos de origem chinesa na decoração islâmica ( rota da seda).

Outro fator que dificulta a classificação é que, historicamente, os movimentos estéticos e de design não são normalmente lineares, pelo contrário, são axiomáticos, cheios de referências cruzadas, com duas ou mais fontes de inspiração interagindo na geração de um novo estilo. Além do mais, hoje se gerou uma cultura de "tendências de moda", "moda pelo exotismo" e pelos "revivals". Muitas vezes os cadernos de tendência de moda não são editados por conhecedores da História da Arte e acabam gerando falsas referências, divulgando de maneira alterada a origem e composição dos estilos. Quantas vezes nos referimos a uma padronagem como "abstrata" por não achar uma classificação melhor?

Após um estudo profundo sobre materiais selecionados em museus têxteis, de moda, galerias de arte, universidades e indústrias, Grace Jeffers nos propõe seis categorias pelas quais todos designs de superfícies podem ser qualificados:

Simulação, Adaptação, Translação, Motivos Puros, Material e Processo

É interessante notar que esta classificação é realmente muito abrangente, contemplando também tratamentos de superfície, que normalmente nos esquecemos que também foi definido por algum designer.

 

SIMULAÇÃO:

Fórmica imitando madeira.

 

Neste caso o designer tem a intenção de imitar outro material. É uma convincente falsificação de um material natural ou feito à mão. Uma padronagem de simulação é ilusória, enganosa somente para o olho. O toque ou a inspeção cuidadosa revelam a falsificação. Exemplo: padronagens de materiais sintéticos como a imitação de madeira e pedra em fórmicas ou cerâmicas.

 

ADAPTAÇÃO:

Uma "Adaptação" é um tipo de padrão que provoca o reconhecimento do material quando vemos. Ele se refere diretamente a uma determinada fonte de referência, não importando se é natural ou produzida pelo homem, sem tentar convencer que não é falsificação. Usualmente esses padrões "interpretados" apresentam uma qualidade estilística não encontrada no original. Um exemplo de "Adaptação" é a textura de pérola, industrialmente fabricada pela Formica Corporation, ela sugere a característica iridescente (propriedade da superfície em decompor a luz branca) encontrada na pérola ou na superfície interna da concha do molusco. Da mesma forma, os projetos na linha de Adaptação remetem a um motivo original, mas que são reconstruídos com outra finalidade e novos padrões estéticos, como sugere a imagem desse tecido criado pela Clarence House que é a releitura de um trabalho do pintor Ferdinand Léger adaptado para linguagem de estamparia.

 

TRADUÇÃO:

É a tradução de um motivo decorativo, tema ou tendência estilística de material tradicional ou não. Este termo pode ser aplicado no caso de empréstimo de uma gramática de ornamentos de uma cultura original por outra cultura que não tenha aprendido nem o significado nem as razões de determinado estilo decorativo. Por exemplo os padrões de Mosaico ou Montezuma, fabricados também pela Formica Corporation no início dos anos 60. O Mosaico foi inspirado pelo mosaico bizantino feito com pequenas peças de vidro ou pedras semipreciosas. O motivo Montezuma revela um pastiche de elementos da arquitetura azteca que foram reconfigurados sem dar atenção ao seu contexto original, semântica e composição. Nos dois exemplos, o designer usou os elementos decorativos selecionados noutra cultura apenas como fonte de inspiração e produziu uma imagem de sua livre expressão, comprometida com as exigências da linguagem da estamparia.

 

 

MOTIVOS PUROS:

Padronagens "Motivos Puros" são sempre criadas por um meio gráfico, respeitam as regras tradicionais de desenho. Sua característica maior é a distribuição de elementos decorativos sobre um fundo. O padrão geralmente surge pela montagem de tratamentos selecionados ou produzidos pelo designer de acordo com o estilo que deseja referenciar ou a finalidade do projeto ( infantil, cama/mesa/banho, etc). Por exemplo: o designer define o " background" ou fundo, sua cor e textura, depois os elementos e a maneira como eles estarão relacionados. Exemplo é o trabalho de Josef Frank "Worry Bird", tecido serigrafado por Silfa, Suécia, coleção: Svensk Tenn Archives, Estocolmo.

MATERIAL:

Esta classificação abrange os projetos feitos com a colagem do próprio material São as qualidades formais do componente material que cria um efeito decorativo. Por exemplo: "Chirashi" criado por Maya Romanoff é feito de papel Cheri, um papel japonês que pode ser feito em inúmeras variações. Esses materiais normalmente são pedaços de casca de árvore, folhas, flores, fibras, etc. Nas padronagens do tipo Material pedaços de materiais reais formam parte integral do produto. Eles consistem em elementos colados num substrato material. Ex. "Isfahan", outro trabalho de Maya Romanoff é feito com partículas de mica coladas sobre um papel colorido.

PROCESSO:

Criado por uma técnica ou movimento, gesto. Normalmente é o emprego de técnicas manuais de pintura como uso de esponja, carimbo, respingos. Em oposição à técnica de desenho usada no Motivo Puro, é desenvolvido de modo livre, não regido pelas leis, são resultado de um método físico, fundamentalmente com uso de tinta sobre uma superfície.

 

 

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Preencha a tabela abaixo de acordo com a classificação de Grace Jeffers:

Aplicações
Simulação
Simulação
Adaptação
Tradução
Motivos puros
Materiais
Processos
1. Fórmica imitando
granito
2. Texturas pintadas
a mão sobre paredes
3. Seda estampada
com motivos egípcios
4. Papéis
manufaturados
5. Toalha de mesa
bordada com motivos florais
6. Estampa imitando
pele de animal

 

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