
PAPELARIA: o design de superfície atua na área de papelaria, criando estampas para papéis de embrulho, embalagens, produtos descartáveis como guardanapos, pratos, copos e bandejas de papel; materiais para escritório como capas de agendas, blocos; papéis de parede, etc.
TÊXTIL: entende-se por têxtil todos tipos de tecidos e não-tecidos ( como o feltro ) gerados com diferentes tipos de fibras. É a maior área de aplicação do design de superfície e com maior diversidade de técnicas. As listadas a seguir representam as previstas no uso do sistema de software Vision:
CERÂMICA: revestimentos cerâmicos ( azulejos, lajotas, etc) representam um importante campo de aplicação do Design de Superfície. O parque industrial deste setor tem investido na contratação de designers eficientes para atender às exigências do mercado consumidor de soluções inovadoras de revestimentos para construção civil e decoração.ESTAMPARIA: consiste na impressão de estampas sobre tecidos, onde o designer se ocupa com a criação dos desenhos adequados aos processos técnicos de estampagem.
TECELAGEM: consiste em entrelaçar fios dispostos verticalmente (urdume) com fios horizontais (trama) para se obter um tecido. Técnica que acompanha o homem desde a pré-história, hoje encontra-se altamente refinada com o uso do tear artesanal para experiências de criações que são, posteriormente, transpostas para a indústria, equipada com teares eletrônicos de alta tecnologia. O designer, tendo conhecimento da técnica, cria diferentes padrões variando o tipo de fio, cores e o modo de entrelaçamento.
Depoimento de Rosana Fuhrmann, técnica responsável do Projeto Design na Trama (SEBRAE-RS) (inserir frame: Tear) "A pesquisa básica sai do tear manual e depois tu passas para o tear elétrico.Tenho registro de 1887, em Blumenau, na Artex, na Garcia, na Hering, os alemães tinham teares pequenos em casa, de noite eles estudavam os pontos e, no outro dia de manhã, levavam para a fábrica a proposta. (...) Estou juntando todas estas informações para se ter uma referência histórica de como começou a diagramação, lá em Santa Catarina. Digamos, aqui acho que a tradição em jacquard não é assim tão forte. Na tecelagem manual, no interior do Rio Grande do Sul, nas missões, temos tradição(...). Comecei a resgatar nos xergões, tem toda uma cultura. Os Jesuítas trouxeram informações têxteis que estavam acontecendo na Europa, para cá e ensinaram para os índios. Os índios relutaram em trabalhar com a lã, mas trabalharam nas cestas, nas palhas, na cerâmica com traços de desenho passados pelos Jesuítas. Minha preocupação está em resgatar essas informações que são poucas."
JACQUARD: tipo específico de tecelagem a qual utiliza mais de uma camada tanto no urdume como na trama. O resultado é um tecido grosso de padronagem muito complexa e de textura táctil expressiva. Inventado por Joseph-Marie Jacquard, em Lyon na França, em 1804, representa hoje o gênero têxtil de maior possibilidade de inovação no futuro da indústria equipada com as novas tecnologias. O uso deste tipo de tecido é voltado, principalmente, para revestimento de estofados de móveis e automóveis, além da tapeçaria.
MALHARIA: é o tricot feito através de máquinas industriais mecânicas e/ou computadorizadas. A unidade ou ponto da malha é equivalente ao pixel do computador, e com base neste dado o designer gera o desenho que irá se desenvolver na superfície de malha.
MATERIAIS CERÂMICOS: a indústria está sempre lançando no mercado novos materiais sintéticos para revestimentos variados, na busca de praticidade, maior conforto e melhor conservação. O material sintético mais conhecido empregado numa larga escala de aplicações em revestimento pode ser considerado a "Fórmica", plástico laminado produzido pela Formica Corporation.
