Ponto de Troca de Tráfego (RSIX) – Porto Alegre 2001




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Leandro Márcio Bertholdo berthold@penta.ufrgs.br
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Carta de intenções
 


Histórico

O ponto de troca de tráfego (PTT) em Porto Alegre iniciou-se em 2000 com um acordo multilateral entre a RNP (Rede Nacional de Ensino e Pesquisa), a UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul ), o POP-RS (Ponto de Presença da RNP no Rio Grande do Sul) e a Rede Tchê (Rede Acadêmica Estadual). Ainda no ano de 2000 e em 2001 houve o estabelecimento de um acordo de tráfego bilateral entre os ASNs citados e outros dois Sistemas Autônomos participantes: a Impsat e Unisinos (Universidade do Vale do Rio dos Sinos).

Hoje, composto na sua maioria de Sistemas Autônomos Acadêmicos, abrangendo as maiores universidades do estado, essa participação está também sendo estendida a outras TELES e Sistemas Autônomos que tenham interesse em participar, tornando-se um ponto de troca de tráfego (PTT) Público.
 


Infra-estrutura do PTT

O PTT está sediado no Centro de Processamento de Dados da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, e é composto de um GigaSwitch e duas estações (Route-servers) que permitem o estabelecimento das sessões BGP e implementações dos acordos de tráfego multilaterais (ATMs). Embora exista a estrutura para acordos multilaterais, as instituições que desejarem podem também estabelecer acordos de tráfego bilaterais, desde que esses envolvam no mínimos 3 outros ASNs, sendo um deles a UFRGS.

A estrutura disponibilizada pelo PTT resume-se a uma interface 10/100 Ethernet, ficando a cargo de cada participante contratar ou fornecer os meios necessários para interconexão. bem como os meios para entregá-los na mídia adequada. Ou seja, é necessário a cada participante um roteador capaz de suportar o protocolo BGP4, e os meios necessários para realizar a sua interconexão com o seu próprio backbone. Essa conexão não deverá ser inicialmente inferior a 2Mbps.

Hoje estão localizadas no CPD da UFRGS várias empresas de telecomunicação que podem prover o acesso físico necessário, entre elas: Embratel, Intelig, Brasil Telecom e Impsat já possuindo infra-estrutura capaz de atender a demanda de linhas de comunicações. Outras como GVT, Diveo também possuem algum contato com a UFRGS e possuem os meios necessários para entregar os circuitos desejados. Caso seja desejado a instalação de uma estrutura própria, como rádio ou fibra, o PTT deverá ser contatado com antecedência mínima de 1 mês, ficando o projeto e quaisquer obras necessárias sujeito a concordância deste.
 


Exigências e Aspectos Técnicos para Participação

Existem, no entanto, algumas restrições quanto ao uso da infra-estrutura do PTT. Dentre essas, a principal é a impossibilidade de venda de serviços utilizando a estrutura de switching do PTT. Caso algum dos participantes deseje fazê-la, esta deverá ser realizada através de conexões DTE/DCE entre os equipamentos das instituições envolvidas.

No caso de instituições presentes em outros pontos de troca de tráfego do país, considera-se importante manter anúncios equivalentes em todos os pontos de conexão, evitando assim instabilidade e desagravo entre os participantes do PTT.

Cada um dos participantes deve possuir:

  1. Sua própria conexão permanente com a Internet (Internacional ou através de um "backbone").
  2. Possuir um ASN e um bloco CIDR próprio.
  3. BGP4 como protocolo para troca de informações de roteamento.
  4. Conexão E1 ou superior para RSIX.
  5. Prover roteador, CSU/DSU e circuito necessário para a conexão.
Especialmente para o caso das conexões, cada um dos participantes deve assegurar os aumentos necessários de banda entre o seu equipamento no PTT e seu próprio backbone toda a vez que o tráfego médio no horário de pico ocupar 80% da banda disponível.

É importante salientar que o PTT não pode garantir a equivalência entre a taxa de entrada e saída de cada um dos participantes na sua conexão com os equipamentos do PTT.
 


Custos Envolvidos

Atualmente, os únicos custos envolvidos para a participação no PTT-RS (RSIX) é o custo da linha de comunicação e do roteador de cada integrante. O participante deve estar preparado para instalar o seu equipamento em um rack de 19’’. O equipamento padrão de conexão é limitado a um roteador e modems para no máximo duas conexões externas. Todo o equipamento deve caber em 4U de altura (17.73 cm). A instalação de qualquer equipamento adicional ou maior requer um acordo prévio com o PTT. Futuramente, o PTT pode, se assim desejar, cobrar taxas de manutenção de seus membros.
 


Instituições Conectadas e Convidadas

Hoje fazem parte do PTT com acordo de tráfego multilateral os ASNs 2716 (Rede Tchê), 10875 (POP-RS), 19200 (UFRGS) e 19611 (Unisinos). Os ASNs 1916 (RNP), 11415 (Impsat) possuem acordos bilaterais com pelo menos dois outros participantes.

Outros ASNs também estão sendo convidados formalmente a participar neste primeiro momento de um acordo multilateral, entre eles, pode-se citar:

AT&T Latin America (AS 7018)

Brasil Telecom Participações S/A (AS 8167)

Cia de Processamento de Dados do Estado do Rio Grande do Sul (AS 7465)

Diveo do Brasil Telecomunicações Ltda. (AS 15180)

Global Village Telecom (AS 18881)

Impsat Comunicações Ltda. (AS 11415)

Intelig Telecomunicações Ltda. (AS 16379)

Plug In Vanet Sistemas de Comunições Ltda. (AS 18479)

Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (AS 1916)

Terra Networks Brasil S/A (AS11706)

Vant Communications Ltda. (AS 14650)

Cabe salientar que, pelo caráter público e a neutralidade do RSIX, esse convite de participação poderá ser estendido a outras Instituições que possuam ponto de presença em Porto Alegre.
 


Referências

[ANSP] Ponto de Troca de Tráfego da Rede ANSP, http://www.ansp.br/ptt/

[ESPANIX] ESPANIX - Punto Neutro Español de Internet, http://www.espanix.net/

[GREENE] Greene, B.R., L2 Internet eXchange Point (IXP) using a BGP Route Reflector. Technical Design, Configuration, and General Advice about IXPs, DRAFT 0.4

[GTER] Operação e Administração de PTTs no Brasil, http://www.cg.org.br/grupo/operacao_ptt_v1.1.htm

[ICS] ICS Network Systems, Big East Nap, http://www.bigeast.net/html/big_east.html

[RFC1918] Address Allocation for Private Internets. Y. Rekther, B. Moskowitz, D. Karrenberg, G. J. de Groot & E. Lear. February 1996, ftp://ftp.nic.mil/rfc/rfc1918.txt

[RFC2439] BGP Route Flap Damping. C. Villamizar, R. Chandra, R. Govindan. November 1998, ftp://ftp.nic.mil/rfc/rfc2439.txt

[RIPE] IETF RFC 1786, "Representation of IP Routing Policies in a Routing Registry (ripe-81++)", march 1995, ftp://ftp.nic.mil/rfc/rfc1786.txt

[RTD] RTD Internet Connectivity, The Tucson NAP, http://www2.rtd.com/connectivity/nap/