LOST IN CYBERSPACE
Maria Alice Gravina, 1996




INTRODUÇÃO


Nós, exploradores iniciantes na Internet, sentimo-nos verdadeiramente deslumbrados, e com razão, com as possibilidades de acesso a informação que nos são oferecidas por este ambiente. Clicamos aqui, clicamos lá e nos sentimos navegando mundo a fora. Mas esta viagem virtual também tem seus perigos. Muitas vezes começamos com um propósito bem definido, mas no meio da viagem, através de simples clicar do mouse sobre um lugar tentador, e mais outro, acabamos perdendo nosso rumo. Até pode ser interessante, mas nem sempre, dependendo do nosso propósito inicial. Muitas vezes nos sentimos completamente desorientados, sem mesmo saber como chegamos a determinado lugar.

Esta sensação de "estar perdido" tem sido referida na literatura como a síndrome lost in cyberspace. Trabalhos de pesquisa vem sendo feitos não só na tentativa de explicar esta desorientação, mas também na busca de soluções. É verdade que este mundo virtual é inteiramente novo e portanto muitos são os problemas a serem resolvidos. O processamento de informação não é mais linear,como o que estamos acostumados a trabalhar nos livros. Em cada instante temos que tomar decisões frente a multiplicidade de escolhas que nos são oferecidas.

Considerando que um bom controle na navegação não depende somente do usuário mas mas também das ferramentas que tem a disposição para tal, procuramos descobrir o que os trabalhos de pesquisa nos dizem sobre isto.

Pesquisamos sobre o assunto, através de um dos indexadores das informações disponíveis na WWW e encontramos cerca de 100.000 títulos. Esta quantidade já nos deixou perdidos quanto a escolha dos artigos a serem lidos!!!

Procuramos centrar nossa pesquisa em dois pontos:

Ferramentas de pesquisa na Internet

Construção de hipertextos




DICAS:

Para entender o funcionamento da WWW e a estruturação de seus "sites" vale a pena visitar Jason's WebSpace Hints for Web Newbies.
É interessante, bastante didático e cheio de dicas interessantes.

Durante a nossa pesquisa encontramos um trabalho bastante interessante: "From local to virtual learning environements: making the connection"de M.Ryder & B.Wilson (1996). Esta artigo trata a questão da integração dos ambientes virtuais de aprendizagem aos ambientes reais de aprendizagem. O trabalho aponta que, apesar do crescimento vertiginoso de informação na Internet, os professores e alunos continuam intimidados pelo recurso, e portanto desconhecendo o seu potencial como ferramenta de ensino. E mais, continuam desconsiderando o quão ameaçadas (positivamente) estão as convenções e culturas existentes, e em particular os modelos vigentes de ensino. Do "abstract" do artigo destacamos seus propósitos específicos:

Para ver resumo (em inglês) do artigo clique aqui. Para tê-lo na íntegra consulte o endereço http://www.cudenver.edu




FERRAMENTAS DE PESQUISA NA INTERNET

"Nem sempre você consegue o que quer,
a menos que você saiba onde olhar"

é assim que começa o trabalho de Sarah Garsney que encontra-se a disposição no endereçohttp://www.bcs.org/exp/lost.html/.
Neste trabalho a autora chama a atenção sobre a importância de saber bem usar um indexador. Esta ferramenta nada mais é, como o proprio nome diz, um índice das informações disponíveis no WWW.

Dependendo da pesquisa que queremos realizar devemos escolher o indexador. Para saber os indexadores que temos a disposição e o critério de catalogação que utilizam podemos consultar o endereço http://www.pointcom.com.

Feita a escolha do indexador, devemos determinar o tipo de pesquisa que vamos fazer: se de caráter geral ou específico. Os indexadores que permitem pesquisas de caráter específico são aqueles que oferecem a possibilidade do uso de palavras chaves com o conetivo and ou até mesmo o uso de frases chaves.

São indexadores deste tipo:


A autora comenta sobre os indexadores:
"Alguns dos indexadores usam input humano na sua organização. Assim o número de informaço catalogado pelos indexadores varia muito de um para outro. A maioria deles não inclue nem a metade da informação disponível na WWW; somente um deles inclui mais do que 90% desta informação."






CONSTRUÇÃO DE HIPERTEXTOS

No capítulo 2, intitulado "Navigation and Browsing in Hypertext" (http://www.dcs.exeter.ac.uk/), do livro "Hypertext Theory Into Practice" editado por Ray McAleese, encontramos comentários interessantes sobre problemas que surgem na navegação em hipertextos. Dois destes problemas são destacados no trabalho de Carolyn Foss:
Visando a superação destas dificuldades, Foss sugere hypertextos contendo:

O trabalho de D.Edwards e L.Hardman (1993), que encontra-se no endereço http://www.dcs.exeter.ac.uk, analisa como os usuários de hipertextos processam a informação aí contida, em função da estruturação do documento.

Um mesmo documento foi estruturado de três modos diferentes:

A pesquisa realizada constatou que nos dois primeiros tipos de documentos os usuários apresentaram bem menos desorientaço do que no documento do terceiro tipo. Quando trabalhando no documento de estrutura mista, os usuários mudavam seus estilos de visita, ora usando o caminho de "links", ora usando o índice. Isto perturbou a formação de um mapa cognitivo do documento, o que responde pela sensação de desorientação.

Uma conclusão do trabalho é que se um hipertexto é acompanhado de índice, neste deve transparecer a estrutura subjacente ao documento.



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