OBJETIVOS: Comparar o nível sócio-econômico entre os alunos da UFRGS e PUC, de vários cursos, a fim de verificar se há diferenças consideráveis entre a clientela da Universidade Privada e Pública e se esta atende às classes menos favorecidas .
JUSTIFICATIVA: O interesse por este assunto se deve à hipótese de que a Universidade Pública não vem atendendo a uma clientela de baixo nível sócio-econômico, mas a alunos que teriam condições financeiras de estudar em uma Universidade Particular.
Vários fatores podem estar influenciando neste possível resultado: em primeiro, é fato que os alunos de baixa renda têm mais dificuldades (variadas) em frequentar a Escola; apresentam maior número de repetência escolar por diversos motivos. Em segundo lugar, as pessoas de renda alta geralmente têm mais facilidade em seguir o percurso escolar normal e, devido à frequência em cursinhos pré-vestibulares, conseguem entrar nas Universidades mais concorridas, como é o caso da UFRGS no Rio Grande do Sul, que, além de ser gratuita, é também a instituição de ensino superior de maior prestígio no Estado.
Tudo isso pode não ser verdadeiro, o que justifica uma verificação mais apurada.
METODOLOGIA: Serão consultadas as estatísticas do nível sócio-econômico dos alunos ingressantes via vestibular, de diferentes cursos, em ambas as Universidades. Em seguida, serão comparados os resultados, fazendo-se uma análise descritiva.
Para a realização desta pesquisa utilizou-se duas bibliografias básicas: um estudo feito pela UFRGS sobre o perfil sócio-econômico de seus alunos matriculados em 1994; e os resultados estatísticos brutos do perfil sócio-cultural dos alunos classificados no vestibular de 1994 da PUC.
O instrumento de coleta de dados do estudo da UFRGS foi um questionário confeccionado pela PROGRAD, que inclui idade, sexo, escola de 2º grau que o aluno cursou, freqüência a curso pré-vestibular, local de residência dos estudantes, nível de vida dos estudantes (se possui automóvel, computador, ar-condicionado, aparelho CD, etc.), viagens realizadas pelo Brasil e exterior, nível de instrução dos pais, residência dos pais, nível de vida e viagens pelo Brasil e exterior realizada pelos pais. Todos esses fatores foram também classificados por curso, a fim de verificar se há discrepâncias. Em um total de 17.425 estudantes matriculados no ano de 1994, 7.960 questionários foram respondidos, o que corresponde a 46% dos alunos ingressantes neste ano.
Para a obtenção dos dados da PUC, foi necessário recorrer à Divisão de Ingresso e Registro, devido a não haver nenhum estudo específico sobre o assunto. Apesar disso, pôde-se conseguir informações sócio-culturais dos alunos classificados no ano de 1994 que preencheram o questionário sócio-cultural do Manual do Candidato, referente ao material de inscrição do vestibular. Essas informaçoes dizem respeito à idade, sexo, estado civil, escola de 1º e 2º graus, turno em que cursou, ano de conclusão do 2º grau, cursinho pré-vestibular, quantas vezes prestou vestibular, se iniciou curso superior, nível de instrução dos pais, atividade remunerada do aluno, participação na vida econômica familiar, abandono de curso e aspirações do curso universitário. Do total de 28.908 alunos classificados no ano de 1994, 27.345 responderam ao questionário, o que corresponde a 95% dos alunos classificados neste ano.
Por não haver estatísticas do perfil sócio-cultural dos alunos matriculados no ano de 1994 na PUC, a comparação será feita considerando-se este fator, determinante de conclusões vagas ou até mesmo errôneas, pois estes mesmos alunos podem ter se classificado na UFRGS e matriculado-se nesta Universidade portanto. Apesar disso, é coerente pensar que ao menos uma porcentagem significante dos alunos classificados na PUC neste ano tenham se matriculado.
Devido a essas dificuldades, o objetivo desta modesta pesquisa não será o de tirar conclusões absolutas ou prepotentes, mas apenas comparar as diferenças e pontos em comum existentes no perfil sócio-econômico dos alunos que se matricularam em ambas Universidades no ano de 1994, e, caso seja possível, levantar algumas reflexões sobre a Educação e sua participação na produção de desigualdade sócio-econômica no Rio Grande do Sul.
* DESCRIÇÃO DO PERFIL SÓCIO-ECONÔMICO DOS ALUNOS:
IDADE: 52% do total dos estudantes situam-se na faixa dos 18 aos 22 anos e a idade média é de 23 anos.
SEXO: 56,7% dos estudantes são do sexo masculino, contra 43,3% do sexo feminino.
TIPO DE ESCOLA DE 2º GRAU: 50% estudaram em Escola Pública e 50% em Particular.
FREQÜÊNCIA A CURSO PRÉ-VESTIBULAR: 73,1% cursaram e 26,9% não fizeram cursinho.
LOCAL DE RESIDÊNCIA: 51% moram com os pais; 16,4% em imóvel alugado; 16,3% em imóvel próprio; 6,2% em imóvel cedido; 4,7% com parentes; 2,3% em Casas do Estudante; 1,7% não responderam; e 0,7% moram em república ou pensionato.
VIAGENS PELO BRASIL E
EXTERIOR NOS ÚLTIMOS 3 ANOS:
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
NÍVEL DE VIDA DOS
ESTUDANTES:
|
|
|
|
| AUTOMÓVEL |
|
|
| COMPUTADOR |
|
|
| AR-CONDICIONADO |
|
|
| APARELHO CD |
|
|
| FORNO MICROONDAS |
|
|
| FREEZER |
|
|
| MÁQUINA LAVAR LOUÇA |
|
|
| MÁQUINA LAVAR ROUPA |
|
|
| SECADORA ROUPA |
|
|
| VÍDEO-CASSETE |
|
|
| CARTÃO DE CRÉDITO |
|
|
| SEGURO SAÚDE |
|
|
| SEGURO DE VIDA |
|
|
| EMPREGADA DOMÉSTICA |
|
|
| TV A CORES |
|
|
| REFRIGERADOR |
|
|
NÍVEL DE INSTRUÇÃO:
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
CARACTERÍSTICAS
DA RESIDÊNCIA:
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
VIAGENS REALIZADOS PELO
BRASIL E EXTERIOR NOS ÚLTIMOS 3 ANOS:
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
NÍVEL DE VIDA:
|
|
|
|
| AUTOMÓVEL |
|
|
| COMPUTADOR |
|
|
| AR-CONDICIONADO |
|
|
| APARELHO CD |
|
|
| FORNO MICROONDAS |
|
|
| FREEZER |
|
|
| MÁQUINA LAVAR LOUÇA |
|
|
| MÁQUINA LAVAR ROUPA |
|
|
| SECADORA ROUPA |
|
|
| VÍDEO-CASSETE |
|
|
| CARTÃO DE CRÉDITO |
|
|
| SEGURO DE VIDA |
|
|
| EMPREGADA DOMÉSTICA |
|
|
| FAXINEIRA |
|
|
| TV A CORES |
|
|
| REFRIGERADOR |
|
|
| CASA NA CIDADE |
|
|
| APARTAMENTO NA CIDADE |
|
|
| CASA NA PRAIA |
|
|
| APARTAMENTO NA PRAIA |
|
|
| CASA NA SERRA |
|
|
| APARTAMENTO NA SERRA |
|
|
| CHÁCARA, SÍTIO |
|
|
| TERRENO |
|
|
| FAZENDA |
|
|
* APRESENTAÇÃO DOS DADOS POR CURSO:
TIPO DE ESCOLA DE 2º
GRAU:
|
|
|
|
|
| ADMINISTRAÇÃO |
|
|
|
| AGRONOMIA |
|
|
|
| ARQUITETURA |
|
|
|
| ARTES |
|
|
|
| BIOCIÊNCIAS |
|
|
|
| COMPUTAÇÃO |
|
|
|
| COMUNICAÇÃO |
|
|
|
| CONTÁBEIS |
|
|
|
| DIREITO |
|
|
|
| ECONOMIA |
|
|
|
| EDU. FÍSICA |
|
|
|
| EDUCAÇÃO |
|
|
|
| ENFERMAGEM |
|
|
|
| ENGENHARIAS |
|
|
|
| FARMÁCIA |
|
|
|
| FÍSICA |
|
|
|
| GEOCIÊNCIAS |
|
|
|
| IFCH |
|
|
|
| LETRAS |
|
|
|
| MATEMÁTICA |
|
|
|
| MEDICINA |
|
|
|
| ODONTOLOGIA |
|
|
|
| QUÍMICA |
|
|
|
| VETERINÁRIA |
|
|
|
| TOTAL |
|
|
|
FREQÜÊNCIA
A CURSO PRÉ-VESTIBULAR:
|
|
|
|
|
| ADMINISTRAÇÃO |
|
|
|
| AGRONOMIA |
|
|
|
| ARQUITETURA |
|
|
|
| ARTES |
|
|
|
| BIOCIÊNCIAS |
|
|
|
| COMPUTAÇÃO |
|
|
|
| COMUNICAÇÃO |
|
|
|
| CONTÁBEIS |
|
|
|
| DIREITO |
|
|
|
| ECONOMIA |
|
|
|
| EDUC. FÍSICA |
|
|
|
| EDUCAÇÃO |
|
|
|
| ENFERMAGEM |
|
|
|
| ENGENHARIAS |
|
|
|
| FARMÁCIA |
|
|
|
| FÍSICA |
|
|
|
| GEOCIÊNCIAS |
|
|
|
| IFCH |
|
|
|
| LETRAS |
|
|
|
| MATEMÁTICA |
|
|
|
| MEDICINA |
|
|
|
| ODONTOLOGIA |
|
|
|
| QUÍMICA |
|
|
|
| VETERINÁRIA |
|
|
|
| TOTAL |
|
|
|
FONTE: PROGRAD (1994)
* TOTAL DE ESTUDANTES MATRICULADOS: 17.425
* TOTAL DE QUESTIONÁRIOS RESPONDIDOS: 7.960 (46%)
* PERFIL SÓCIO-CULTURAL DOS CANDIDATOS CLASSIFICADOS:
IDADE: 68,32% dos classificados têm até 19 anos; 25,87% de 20 a 29 anos; 4,51% de 30 a 39 anos; e 1,30% mais de 39 anos.
SEXO: 50,40% dos classificados são do sexo feminino, contra 49,60 do masculino.
ESTADO CIVIL: 92,85% são solteiros; 5,56% casados; 0,51% divorciados; 0,40% desquitados; 0,11% viúvos; e 0,57% não se encontram em nenhuma destas classes.
TIPO DE ESCOLA EM QUE
CURSOU O 1º E 2º GRAUS:
|
|
|
|
| PÚBLICA |
|
|
| PARTICULAR |
|
|
| MAIORIA EM PÚBLICA |
|
|
| MAIORIA EM PARTICULAR |
|
|
| ESCOLAS COMUNITÁRIAS |
|
|
| SUPLETIVO OU MADUREZA |
|
|
| TOTAL |
|
|
TURNO EM QUE CURSOU: 80,75% todo diurno; 7,96% todo noturno; 7,62% maioria no diurno; 3,21% maioria no noturno e 0,46 no supletivo ou madureza.
CURSINHO PRÉ-VESTIBULAR:
|
|
|
| NÃO |
|
| SIM, POR MENOS DE 1 SEMESTRE |
|
| SIM, POR 1 SEMESTRE |
|
| SIM, POR 1 ANO |
|
| SIM, POR MAIS DE 1 ANO |
|
| TOTAL |
|
ATIVIDADE REMUNERADA: 67,51% dos classificados não trabalham e recebem ajuda financeira; 16,66% trabalham, mas recebem ajuda; 7,42% trabalham e não recebem ajuda; 5,87% trabalham e contribuem parcialmente para a família; e 2,54% trabalham e são responsáveis pelo sustento da família.
ASPIRAÇÕES DO CURSO UNIVERSITÁRIO: 66,81% entram para a Universidade a fim de adquirir uma formação profissional; 10,62% para melhorar o nível de instrução; 6,44% para adquirir cultura geral; 5,90% para melhorar a atividade desempenhada; 4,48% para obterem melhores salários; 3,88% para conhecer melhor o mundo que vive; e 1,87% para formação teórica.
* NÍVEL DE INSTRUÇÃO DOS PAIS DOS CLASSIFICADOS:
|
|
|
|
| ANALFABETO |
|
|
| LÊ E ESCREVE, MAS NÃO ESTEVE NA ESCOLA |
|
|
| PRIMÁRIO INCOMPLETO |
|
|
| PRIMÁRIO COMPLETO |
|
|
| GINÁSIO INCOMPLETO OU EQUIVALENTE |
|
|
| GINÁSIO COMPLETO OU EQUIVALENTE |
|
|
| CIENTÍFICO INCOMPLETO OU EQUIVALENTE |
|
|
| CIENTÍFICO COMPLETO OU EQUIVALENTE |
|
|
| SUPERIOR INCOMPLETO |
|
|
| SUPERIOR COMPLETO |
|
|
| PÓS-GRADUAÇÃO |
|
|
| NÃO SOUBE INFORMAR |
|
|
| TOTAL |
|
|
* FONTE: DIVISÃO DE INGRESSO E REGISTRO DA PUC
* TOTAL DE ALUNOS CLASSIFICADOS (em 1994): 28.908
* TOTAL DE QUESTIONÁRIOS PREENCHIDOS: 27.345 (95%)
Tendo em vista os objetivos desta pesquisa bibliográfica, que eram o de comparar o perfil sócio-econômico dos alunos da UFRGS e PUC, refletindo sobre a capacidade da Universidade Pública em atender à clientela de renda baixa, as considerações finais que podem ser levantadas referem-se principalmente ao que as duas Universidades têm em comum, devido às diferenças deste perfil serem tão pequenas.
Em relação à UFRGS, um pouco mais da metade dos alunos matriculados que preencheram o questionário do PROGRAD vieram de Escolas Particulares, sendo que muito mais da metade (73,1%) fizeram cursinho pré-vestibular. Quanto ao nível de instrução dos pais destes alunos, 37,7% dos pais e 29% das mães possuem curso superior, contra 3,7% e 4,2% que não possuem instrução alguma. Prestando atenção às estatísticas da freqüência a cursinho por curso, percebe-se que os de maior prestígio social estão praticamente condicionados a eles, como é o caso da Medicina, Farmácia, Odontologia, Engenharias e outros.
Quanto à PUC, esses dados se repetem em sua significância. Mais da metade dos alunos classificados estudaram em Escola Particular a vida inteira e mais de 50% frequentaram cursinho pré-vestibular em algum período. Em relação ao nível de instrução dos pais, quase a metade (45,15% dos pais e 38,86% das mães) possui curso superior.
De acordo com essas estatísticas, é justificável se pensar que as Universidades, tanto Públicas quanto Particulares, são representativas da situação social e econômica do Estado, e em geral do país. Assim como em todos os setores da sociedade (econômico, político, artístico, profissional, empresarial, turístico, etc.) a divisão por classe econômica, sexo, raça, nacionalidade, ideologias políticas sempre aparecem diretamente ou superficialmente. Não poderia ser diferente com a Escola, onde a existência da "peneira desqualificadora" é manejada com muita sutileza, eliminando por graus de dificuldade, como por exemplo aquele que não tem dinheiro para pagar o transporte escolar, um cursinho pré-vestibular - já que apenas o ensino fundamental é obrigatório e portanto é pelo qual o governo se responsabiliza.
A respeito dos cursinhos pré-vestibulares, estes parecem denunciar o imenso "buraco" deixado pela Educação que temos hoje. Eles não existiriam se, depois de passados 12 anos de uma vida, o aluno tivesse aprendido o suficiente para conseguir dominar os conteúdos universitários. Ao contrário disto, a impressão que se tem é a de que os alunos se acostumaram a passar a "vida de estudante" sentados, adormecidos, ausentes, diante das vozes ensurdecedoras dos professores, que gritam muito para reclamar seus salários e esquecem de gritar por uma Educação melhor planejada, que não seja apenas "educação" mas uma ponte para as possibilidades de conhecimento e saber. Depois de praticamente 12 anos de surdez e adormecimento, os alunos têm a esperença de que, "acordando" para um ano de cursinho, conseguirão recuperar todo o tempo desperdiçado. Mas é uma esperança que acaba assim que se ingressa na Universidade, pois a "peneira" é ainda maior e poucos terminam seus cursos conseguindo se livrar do "adormecimento" imposto pela "educação", construindo alguma autonomia, uma autoria criativa do conhecimento.
Não é pretensão aqui culpabilizar a Escola ou os professores, nem mesmo o governo pelo descaso da Educação, pois os fatores que influenciam na produção de ignorância e desigualdade social são variados e não podem ser estudados a nível de causa- efeito, mas em uma dialética onde sociedade e Escola se retroalimentam em um constante movimento.
O que mais se pode evidenciar neste estudo é a repetição das oportunidades. Os pais que receberam algum investimento no setor da Educação, e portanto conseguiram adquirir nível de instrução superior ou médio, geralmente são os mesmos que investirão em seus filhos, possibilitando assim o ingresso destes em Universidades tanto Particulares quanto Públicas. Estes pais representam a maioria em ambas Universidades investigadas.
De acordo com isso, não é possível concluir que a UFRGS deixa de atender a classes de renda baixa, mas que a maioria dos alunos têm um perfil sócio-econômico que lhes garante uma atividade econômica que torna possível o mínimo de investimento em Educação, o que para muitas pessoas de renda mínima é inviável.
Em comparação com a PUC, verificou-se poucas diferenças. Apenas que um número maior de alunos estudou a vida inteira em Escolas Particulares e que um número maior de pais possui nível superior. Como não se tem a certeza de que esses alunos que foram classificados na PUC não foram classificados na UFRGS, é possível que alguns destes representem o próprio estudo da UFRGS.
Por isso, esse estudo é bastante limitado para conclusões maiores. No entanto, serviu como um incentivo para pesquisas mais elaboradas, relacionadas à produção e retroalimentação de ignorância e desigualdade sócio-econômica nas Escolas.
DIVISÃO DE INGRESSO E REGISTRO DA PUC (1994) Informações Sócio-Culturais dos Candidatos ao Vestibular de 94/2 a 98/2, Porto Alegre.
RIEDL, M. (1994) PROGRAD. Avaliação da UFRGS: Perfil Sócio-Econômico dos Estudantes. Revista Fascículos 7.