2. H I S T Ó R I C O (natação)
Ação
de autopropulsão e auto-sustentação na água
que o homem aprendeu por instinto ou observando os animais. É um
dos exercícios físicos mais completos, a ponto de exceder
o simples divertimento ou a prática desportiva, para ser utilizado
com finalidades terapêuticas na recuperação de atrofias
musculares. A natação é popular desde a Grécia
e Roma, onde fazia parte do treinamento de soldados. Platão afirmava
que o homem que não sabia nadar não era educado. Durante
muitos séculos, entretanto, a natação teve o seu desenvolvimento
prejudicado pela idéia de que ajudava a disseminar epidemias.
Somente
na primeira metade do século XIX, foi que começou a progredir
como desporto, realizando-se as primeiras provas em Londres, em 1837, onde
existiam seis piscinas. Várias competições foram organizadas
nos anos subseqüentes e em 1844 alguns nadadores norte-americanos
atuaram em Londres, vencendo todas as provas. Até então,
o estilo empregado era uma braçada de peito, executada de lado.
Mais tarde, para diminuir a resistência da água, passou-se
a levar um dos braços à frente pela superfície, num
estilo que recebeu o nome de single overarm stroke. Nova modificação
deu lugar ao double overarm, em que os braços eram levados para
frente, alternadamente.
Esse
estilo foi apelidado em 1893 por um inglês, J. Arthur Trudgen, ao
aplicar observações que fizera com os nativos da América
do Sul, daí a denominação de Trudgeon. O movimento
de pernas, porém continuava a ser um golpe de tesoura, que evoluiu
quando outro inglês, Frederick Cavill, emigrando para a Austrália,
observou que os indígenas nadavam com as pernas agitadas em plano
vertical à superfície de água. Adotou o estilo (crawl
australiano), com o qual o seu filho Richard, em 1900, bateu o recorde
mundial das 100 jardas.
Outro
filho de Cavill, levou o crawl para os Estados Unidos, onde Daniele o aperfeçoou,
criando o crawl americano. Atualmente, a natação é
praticada em quatro estilos: crawl (comumente chamado de nado livre), costas,
peito e borboleta. O nado de crawl é o mais rápido. Esse
estilo foi consagrado pelas vitórias dos japoneses nos Jogos Olímpicos
de 1932.
No
crawl, o nadador se movimenta com o abdome voltado para a água;
a ação dos membros inferiores se faz em golpes curtos e alternados
e a dos membros superiores é também alternada, com a recuperação
de cada braço fora da água. No nado de costas, o nadador
se conserva em todo o percurso na posição deitada, com o
abdome para cima e a ação dos membros inferiores e superiores
é identica a do crawl, só que em sentido inverso, em virtude
da situação do corpo. Inicialmente, o impulso das pernas
era também de tesoura. Mas, em 1912, o norte-americano, Harry Habner
venceu os 100 metros nos Jogos Olímpicos com a “batida de pés
crawlada”, que se executa até hoje nesse nado.
No
nado de peito, os movimentos dos braços para diante e para trás
são realizados sob a água. O corpo repousa sobre o peito
e os ombros se mantêm à superfície. Os pés são
trazidos ao mesmo tempo para junto ao corpo, com os joelhos dobrados e
abertos, continuando o movimento por uma extensão lateral e giratória
das pernas. O nado de borboleta foi separado do nado de peito pela Federação
Internacional de Natação Amadora (FINA), em 1952, que determinou
provas isoladas para cada estilo. Até aquele ano, constituía
uma variação do estilo clássico, com a diferença
de que os braços eram levados à frente por fora da água.
Fora idealizado, em 1935, pelo norte-americano Henry Myers. No Congresso
paralelo aos Jogos Olímpicos de 1952 (Helsinki), a FINA permitiu
um movimento simultâneo e sincronizado dos pés no plano vertical,
dando origem ao que se chama “golfinho”, isto é, o borboleta (butterfly),
com batida simultânea dos pés, o que faz progredir com maior
rapidez. Para atender às exigências do intersse por esse desporto,
organizam-se campeonatos e torneios nacionais e internacionais, sendo que
o principal, de quatro em quatro anos, integra a programação
dos Jogos Olímpicos.
No
âmbito mundial, a natação é controlada pela
FINA, fundada em 1908, que dirige também o polo aquático,
os saltos ornamentais e o nado sincronizado. Os Iº Jogos Olímpicos
da Era Moderna (1896) apresentaram apenas uma prova de natação,
os 100 metros nado livre, que o húngaro Alfred Hajos venceu com
o tempo de 1’2”2. Em 1900 foi incluída a prova de 400 metros nado
livre, acrescentando-se em 1908 as de 1500 metros e revesamento de 4x400
metros, ambas em estilo livre, a de 100 metros de nado de costas e a de
200 metros de nado de peito. Com esse programa, os Jogos foram disputados
até 1952; em 1956, porém, apareceu a prova de 200 metros
de nado borboleta e, em 1960, o revesamento 4x100 metros nos quatro estilos.
A competição feminina nas Olimpíadas data de 1912
(100 metros nado livre e 4x100 metros livres), aumentando o programa em
1924 ( 400 metros nado livre, 100 metros de costas e 200 metros de peito),
em 1956 (100 metros borboleta) e 1960 (revezamento 4x100 metros nos quatro
estilos).
A
natação foi introduzida oficialmente no Brasil a 31 de julho
de 1897 , quando os clubes Botafogo, Gragoatá, Icaraí e Flamengo
fundaram, no Rio de Janeiro, a União de Regatas Fluminense, mais
tarde chamada de Conselho Superior de Regatas e Federação
Brasileira das Sociedades de Remo. Em 1898, o Clube de Natação
e Regatas promoveu o I Campeonato Brasileiro, na distância aproximada
de 1500 metros, entre a Fortaleza de Villegaignon e a Praia de Santa Luzia.
Essa prova repetiu-se até 1912.
Atualmente,
o órgão superior e responsável pelo esporte chama-se
Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos - CBDA,
que possui mais de quinze Federações filiadas, com mais de
3.000 atletas inscritos.
As
competições mais importantes no Brasil são:
?
Troféu Brasil
?
Campeonato José Finkel
?
Campeonatos Brasileiros de Categoria
Categorias:
?
Petiz I e II
?
Infantil
?
Juvenil I e II
?
Junior I e II
?
Sênior
3.
F U N D A M E N T O S B Á S I C O S
3.1
- O Homem Nada Por Necessidade
Como
elemento, a água foi o segundo a ser dominado pelo homem. A necessidade
de alimentar-se e conseguir outros meios de comunicação induziram-no
a atravessar pequenos cursos de água e, à medida que foi
dominado o elemento em si, maiores percursos foram vencidos. Deste modo,
o homem foi se especializando até se tornar praticante desta modalidade,
como desporto.
Muitos
foram os estudos e alterações efetuados nos estilos, os quais
nos possibilitam admirar em praias e piscinas os graciosos e rítmicos
movimentos, que permitem ao nadador avançar em velocidades nunca
imaginadas.
Embora
na vida qualquer definição seja consequência da experiência,
nas teorias, que facilitam melhor a prática posterior, a definição
deve preceder qualquer outra explicação de função
ou comportamento.
Baseados
nestes princípios e considerações, não devemos
desde já esquecer que, do ponto de vista mecânico e em suas
últimas consequências, a ciência e a arte de nadar em
qualquer estilo, com fins desportivos ou não, consistem em satisfazer
dois objetivos fundamentais:
1º - procurar nas ações propulsoras (braços, pernas, mãos e pés) proporcionar ao nadador a melhor sustentação possível e um deslocamento satisfatório, sem o desvio desnecessário da trajetória em relação à linha e ao plano de progressão;
2º - diminuir os possíveis atritos e as resistências dos segmentos corporais, nomeadamente dos de ação propulsora nos momentos de recuperação e deslizamento. Necessário também que os ângulos formados pelo corpo e os membros, durante as fases enumeradas, se tornem mais próximos possíveis dos planos possíveis de serem alcançados.
Todos
os movimentos natatórios das técnicas modernas tendem à
consecução destes propósitos. Se, em certas fases
dos diferentes estilos, isto não é plenamente alcançado,
procurar-se-á determinar forças componentes, cujas resultantes
atuam, tanto quanto possível, segundo os planos em que há
interesse em trabalhar cada uma destas fases, segundo os princípios
referidos.
Diz-se
que o homem nada ao mover braços e pernas de forma coordenada e
metódica. Tal afirmativa é erro grosseiro, visto que as experiências
de física efetuadas e demonstradas por Arquimedes, Pascal e outros
mostram-nos haver algo mais a considerar. As experiências, as leis
físicas e de biomecânica imutáveis explicam porque
o corpo flutua, porque, com movimentos de braços e pernas, não
fazemos mais do que deslocarmo-nos, aproveitanto as leis atuantes, que
são a hidrostática, pressão e densidade.
Para
que as exigências hidrodinâmicas sejam atendidas dentro das
possibilidades anatomofisiológicas e em função dos
necessários princípios de economia de esforço, as
técnicas dos estilos chegaram às modernas versões
dos estilos.
O
corpo humano mergulhado na água sofre determinadas alterações
do ponto de vista termodinâmico.
O
calor, por intermédio dos pulmões, é expelido para
a atmosfera, mas a água absorve o calor da pele com muito mais intensidade,
porque o calor passa mais facilmente para a água do que para o ar.
Desaparece, pois, a necessidade de transpirar dentro da água e a
perda de peso nessas condições fica reduzida.
Se
a água for muito fria, há a possibilidade de cãibras,
e em águas muito quentes, a de transpiração, cujo
efeito é menos benéfico que em contato com o ar, dado que
a regulação térmica se realiza em más condições.
A
camada adiposa existente sob a pele atua como isolante térmico,
dificultando a transferência de calor dos músculos para a
pele e para a água ou o ar.
Dentro
da água o resfriamento da pele é mais intenso do que ao ar.
A camada de gordura limita a percentagem de transferência de calor.
Quanto mais espessa for a camada de gordura, menor será tal percentagem.
Uma camada de gordura razoável, além das vantagens apresentadas
posteriormente na hidrostática e na hidrodinâmica, contribui
para manter os músculos corretamente aquecidos.
Assim,
o tecido adiposo excessivo prejudica menos o atleta na prática da
natação do que em outros desportos. Isto não significa
que a natação é o desporto dos “gordos”, mas podemos
afirmar que é um desporto também dos “gordos”.
O
gordo, por apresentar uma menor densidade média do que uma pessoa
magra, tem sua flutuação favorecida. Embora favorecido, de
um lado, deverá, por outro, efetuar um trabalho mais intenso para
o seu deslocamento, acarretando, desta maneira, maior atividade cardiopulmonar.
3.2 - Hidrostática do Corpo Humano
Qualquer
corpo mergulhado num fluído sofre uma impulsão vertical de
baixo para cima igual ao peso do volume do fluído deslocado (princípio
de Arquimedes). A densidade do corpo humano é muito próxima
da água doce, pois o nosso corpo tem em sua composição,
elevada taxa de água e os demais componentes também apresentam
densidade média pouco superior à unidade. Por esta razão,
o corpo, embora tendendo a mergulhar, regressa à superfície
pelo enchimento dos pulmões. De resto, movimentos adequados podem
mantê-lo à superfície, sem grande esforço.
Ao
flutuar, grande parte do volume do corpo mantém-se abaixo da linha
da água. Apenas pequena parcela do seu volume fica fora da água.
É o que ocorre com os icebergs.
3.3
- Fatores Comuns aos Movimentos do Corpo na Água e em Terra
Os
praticantes de natação e os de competição sabem
perfeitamente que alguns fatores comuns afetam o movimento do homem tanto
na água como na terra. Estes fatores são o espaço,
o tempo, a força e a continuidade de ação.
3.4
- Espaço
O
conceito de espaço compreende elementos como a direção
e o movimento. Na água, o homem move-se em diversas direções:
para frente, para trás, para cima, para baixo ou ainda utiliza estes
mesmos movimentos combinando-os. Para mover-se para frente ou para trás,
o corpo fica totalmente estendido na superfície, em posição
horizontal. Na posição vertical, o movimento é exercido
para cima e para baixo.
A
água que sustenta o corpo do homem permite uma reação
de apoio em seu favor, permitindo nadar em diversos níveis, sob
a água e à superfície. A recuperação
dos braços fora da água no nado borboleta e a recuperação
dos mesmos sob a água na braçada do nado peito, são
exemplos de técnicas de braçadas que utilizam níveis
distintos.
3.5
- Tempo
Necessitam-se
somente de frações de segundo para mover o corpo ou partes
do mesmo através da água; pode efetuar-se este movimento
num ritmo rápido, lento ou à meia velocidade. Quando uma
braçada contém uma impulsão e uma fase de recuperação
sob a água, o nadador deverá utilizar movimentos mais lentos
ao recuperar do que ao impulsionar e progredir.
Esta
norma geralmente auxilia o nadador a reduzir ao mínimo a resistência
da água, retardando os movimentos de recuperação e
reservando os movimentos mais rápidos para a impulsão ou
tempo de aplicação da força. Nos movimentos de braços
no crawl ou no nado de costas, a velocidade nas fases de recuperação
fora da água, a impulsão deverá ser uniforme, seja
de forma rápida, lenta ou média. O nadador de competição
utiliza somente movimentos rápidos. Aquele que, porém, nada
por pura recreação, utiliza movimentos relativamente mais
lentos.
3.6 - Força
O
corpo humano serve-se da força das contrações musculares
para mover-se na água. Esta força é aplicada na direção
que se quer seguir e numa razoável distância, auxiliado por
diversos grupos musculares dos braços e das pernas numa sucessão
ordenada.
A
força deverá aplicar-se paralelamente ao eixo central do
corpo no sentido dos pés. A impulsão na fase subáquatica
da força dos braços deverá começar justamente
sob a superfície da água e prosseguir durante uma determinada
distância. No crawl, por exemplo, os braços movimentam-se
sob a água de um determinado ponto à frente da cabeça
até a coxa. Se os braços interromperem seu movimento no meio
de sua passagem durante a tração e não empurram até
a coxa, a força resultante é bastante diminuída.
Quando
é utilizado um grande número de grupos musculares para mover
braços e pernas, isto deverá ocorrer em sucessão apropriada,
da frente para a retaguarda.
4.
A M B I E N T E E E Q U I P A M E N T O
D E
E
N S I N O
O
número ideal para uma classe de nadadores é difícil
de se definir, tendo-se que levar diversos fatores em consideração..
Para iniciantes e não nadadores, entretanto, quanto menor o número,
melhor. Os números são algumas vezes ditados pela extensão
de piscina rasa disponível. Alternativamente, a parte rasa pode
ser ainda funda para os iniciantes e a disponibilidade de auxílios
artificiais e equipamentos pode decidir quantos podem entrar na água
ao mesmo tempo. Como regra geral, o número ideal de não nadadores
é de seis a doze, embora a experiência nos ensine a enfrentar
muito satisfatoriamente um número maior.
Se
a maioria da classe é de nadadores de diferentes níveis,
e há disponibilidade de equipamento para uma divisão adequada
da piscina, o professor pode ser capaz de controlar uma classe com vinte
ou vinte e cinco alunos sem muitos problemas. Classes que excedem este
número podem ser divididas com muito sucesso através de um
planejamento de aula adequado e, providenciando-se o equipamento necessário
para a piscina, como raias de divisão, flutuadores e objetos que
submergem, aulas úteis e produtivas podem ser organizadas.
São
também muito importantes a frequência e regularidade das aulas.
Em experimentos, encontrou-se quase que conclusivamente que, por exemplo,
um curso concentrado, ou seja, dez aulas durante um período de duas
semanas durante as diversas campanhas nacionais de “aprender a nadar” são
mais produtivas do que dez aulas que acontecem uma por semana durante um
período de dez semanas.
Este
tipo de informação pode ser utilizado no planejamento de
aulas se só estiverem disponíveis tempo e recursos limitados.
A
largura, tamanho e profundidade da piscina são os fatores a serem
levados em consideração no planejamento das aulas. Os iniciantes
e os não nadadores precisam de piscina rasa, com um local para brincar
e experimentar. Para os iniciantes pequenos, a piscina de aprendizado com
uma profundidade de 450-600mm (18-24 in.) é ideal. Os alunos (aqueles
que estão nos estágios de propulsão) necessitam de
profundidade para nadar, mas também devem ser capazes de ficar em
pé com apoio dos pés. Os nadadores e os que estão
em aperfeiçoamento precisam de espaço e profundidade suficientes
para saltar, nadar, virar e praticar muitas outras habilidades aquáticas.
Os não nadadores devem ainda ser colocados em piscina rasa, os nadadores
no lado fundo, com espaço intermediário entre esses dois
grupos para os que estão em aperfeiçoamento.
Fisicamente,
a divisão da piscina em duas partes, com raias e flutuadores, não
apenas tem a vantagem de segregar as várias atividades, mas também,
no caso dos iniciantes e dos não nadadores, demarca a área
rasa e segura. Quando toda a extensão da piscina está disponível
para as aulas, os nadadores podem realizar práticas na largura da
piscina em “ondas controladas”. Se o espaço for limitado, revezamentos
ou saídas sucessivas podem ser usadas na largura.
O
revezamento significa nadar através da piscina e voltar na sua largura
e tocar a borda para a saída do parceiro que nadará de maneira
similar. As saídas sucessivas significam a prática somente
em um sentido, com a classe dividida em pares, um nadador cruza a piscina
seguido por seu par a uma distância pré-determinada. A distância
inicial entre os dois nadadores é melhor determinada pelo segundo
membro do par: a impulsão ou o mergulho é feito quando o
primeiro nadador atinge ou ultrapassa o meio da distância.
Quando
a prática de mergulhos é feita, devem ser observadas as precausões
de segurança necessárias em relação à
profundidade da água. Se não há profundidade suficiente,
as entradas devem ser modificadas ou não executadas. Como precaução
de segurança, onde raias são utilizadas, o professor deveria
assegurar-se de que elas estão em boas condições e
não se romperão. As fixações devem ser inspecionadas
antes de serem presas à piscina. Os nadadores usam freqüentemente
as raias para se agarrar quando se sentem cansados ou aflitos; é
essencial que estejam seguramente fixadas e capazes de sustentar os nadadores.
Um
quadro negro é útil para transmitir infirmações
durante aulas em grupo. Programas de trabalho podem ser tabulados e, enquanto
o professor atende um grupo, os outros podem continuar praticando de acordo
com as atividades escritas no quadro. Quadros que mostram atividades diversas,
como salvamento ou manobras de sobrevivência, são muito esclarecedores
para crianças. Seqüências dos diversos movimentos dos
estilos também podem ser ilustradas por quadros e estes podem ajudar
o professor a explicar certas atividades.
Modelos
plásticos mostrando seqüências de movimentos tem se tornado
um auxílio visual padrão no ensino das habilidades dos saltos
e do nado sincronizado. No ensino da ressuscitação, bonecos
que reagem à compressão e a insuflação são
excelentespara retratar a função do coração
e dos pulmões durante uma situação de emergência.
O uso de objetos flutuantes na prática de sobrevivência leva
os nadadores a apreciarem o valor de objetos utilitários em uma
situação de sobrevivência aquática.
Se
houver material disponível, filmes e slides relativos a atividades
aquáticas são muito fascinantes para jovens nadadores e estas
seções são freqüentemente entusiásticas.
O auxílio visual mais refinado de todos é provavelmente aquele
que demonstra realmente
alguma
habilidade ou a demonstração de um “expert”. Isto, acompanhado
por uma explanação verbal, tende a penetrar na mente dos
jovens nadadores. As aulas podem ser complementadas se a platéia
(alunos) é capaz de entrar na água e tentar executar os movimentos
específicos imediatamente após a demonstração.
As
raias são importantes para se dividir a piscina de aprendizagem.
Raias curtas, adequadamente enroladas e prontas para o uso, também
são extremamente úteis como itens de equipamento de segurança.
Um nadador em dificuldade pode puxado em segurança para a borda
da piscina jogando-se habilmente a ponta livre da raia cuidadosamente enrolada
sobre ou perto de um dos ombros, de maneira que se possa agarrá-la.
Praticar a arte de se arremessar a raia (corda) é um exercício
de segurança na água muito útil para ambos: professor
e aluno.
Por
muitos anos, o mundo da natação tem estadodividido sobre
o uso de materiais auxiliares artificiais durante o ensino da natação.
A argumentação sobre se os materiais são bons ou ruins
irá, sem dúvida, continuar por muitos anos.
Os
registros históricos, desenhos, pinturas e escritos antigos indicam
que nossos ancestrais usavam diversas formas de auxílio para ajudar
em suas tentativas aquáticas. Existem desenhos da civilização
egípcia de cerca do ano 3.000 a.C. nadando com auxílios e
pinturas dos Assírios de 880 a 650 a.C. usando peles infladas chamadas
“mussuks” para cruzar um rio ou lago. É admirável quanto
tempo levou para que os antigos aprendessem a nadar sem o uso de bóias
artificiais, ou se eles as mantiveram. Entretanto, voltando ao presente,
vamos examinar as vantagens e desvantagens dos materiais auxiliares artificiais
no ensino dos principiantes na natação.
Vantagens do uso de auxílios artificiais:
? A principal vantagem dos materiais auxiliares artificiais é dar mobilidade e liberdade imediata na água. Quando o iniciante não precisa estar com medo de afundar, sua atenção pode estar voltada para a aprendizagem da natação.
? O professor é capaz de manter um grupo de alunos inteiramente ocupado e experimentando métodos de propulsão, geralmente alegres.
? Bóias artificiais dão uma sensação de segurança e permitem ao aluno temeroso tomar parte nas atividades comuns.
? Os “pequeninos” podem ser seguramente transportados na água que é mais funda que sua própria altura.
? Os alunos podem descansar ou interromper seus movimentos e ainda permanecer flutuando.
? Materiais criados especialmente, como as bóias de braço infláveis, podem ser lentamente esvaziadas em etapas até se tornarem meramente um apoio psicológico.
? Com tais vantagens, os materiais auxiliares artificiais podem ser chamados de um tipo de equipamento “educacionalmente seguro”.
? A eficácia dos materiais intensifica grandemente um programa de treinamento competitivo.
Desvantagens do uso de auxílios artificiais:
? Equipar uma classe grande consome tempo.
? A falha de um material inflável pode causar um acidente.
? Crianças pequenas algumas vezes furam as bóias com mordidas.
? Os materiais podem restringir os movimentos, se forem ajustados ou projetados incorretamente.
? Se não controlados, tanto crianças quanto adultos tendem a se tornar muito confiantes nos materiais.
? Os infláveis são perigosos se ajustados às pernas - algumas crianças fazem isto se são deixadas sem supervisão.
?
É preciso dinheiro para comprar os materiais.
Existem
muitos tipos de materiais artificiais. Levando-se em consideração
tanto as vantagens como as desvantagens, o professor pode tentar utilizá-los
se considerá-los necessários.
Os
flutuadores são, hoje em dia, uma parte importante dos equipamentos
usados durante o ensino da natação, mas não podem
ser vistos como indispensáveis. Entretanto, é importante
que os flutuadores como as bóias de braço e arcos não
sejam confundidos com auxílios como os flutuadores e as pranchas:
estes últimos são realmente essenciais no ensino das progressões(deslocamentos)
e em práticas parciais.
5.
P R I N C Í P I O S F U N D A M E N T A I S
D A
A
P R E N D I Z A G E M
A
aprendizagem da natação caracteriza-se por uma variedade
de possibilidades de movimentação na água. Devido
às várias mudanças existentes da posição
do corpo na água, a aprendizagem da habilidade técnico motora
da natação apresenta diferenças fundamentais em relação
à movimentação diária do ser humano.
O
aprendizado, segundo Aebli (1971), é a soma de todas as experiências,
reflexões e exercícios que se modificam em cada processo
de aprendizagem.
No
aprendizado motor, a experiência, que o antecede, surge de um campo
de ação e revela-se positiva. Por exemplo, numa técnica
natatória, ela também é positiva, da mesma forma,
em procedimentos de movimentação afins, proporcionando modificações
no processo da movimentação.
A
motricidade é o total de todas as possibilidades de movimento do
homem. As possibilidades do sistema neuromuscular delimitam a capacidade
motora de rendimento. A motricidade individual depende da constituição
física, do sexo, do tipo morfológico, da idade, do temperamento
e da velocidade de reação.
No
âmbito da motricidade desportiva e da motricidade comum, o aprendizado
de novos movimentos primeiramente será processado de forma rudimentar.
A mesma forma rudimentar corresponde à estrutura básica do
movimento ordenado do ponto de vista técnico-mecânico, sendo,
no entanto, incompletas na qualidade do movimento e na quantidade de rendimento.
Embora
o movimento rudimentar seja inicialmente impreciso, apresenta gasto supérfluo
de energia no trabalho executado. Não há, ainda, equilíbrio
entre os processos de excitação e de inibição
realizados a nível cortical.
Na
aquisição da forma rudimentar, é de suma importância
a aprendizagem do movimento que leva à coordenação
ou, em outras palavras, os movimentos parciais natatórios são
inicialmente coordenados num movimento total, sem respiração,
antes de serem trabalhados.
Por
intermédio de insistente correção, o movimento rudimentar
aperfeiçoa-se e vai firmando-se na segunda fase da aprendizagem
motora.
Com
a repetição em treinamentos de pequenos percursos, o movimento
assimilado transforma-se em movimento mais correto. Desta forma, vamos
conseguindo o máximo de rendimento com um mínimo de esforço.
5.1 - Idade Favorável para o Aprendizado
A
capacidade de aprender as habilidades técnico-motoras é bastante
influenciada pelo estado de desenvolvimento físico do aluno.
A
aceleração ou retardamento da aprendizagem depende da constituição
do grupo de alunos, conforme suas capacidades de rendimento e a experiência
adquirida anteriormente.
As
passagens para novos períodos de desenvolvimento no organismo infantil
ocorrem normalmente.
Na
idade dos 10 aos 13 anos, a criança atinge o seu ponto culminante
em termos de desenvolvimento motor, pois a harmonia e a utilidade da motricidade
geral caracterizam-se adequadamente nesta idade.
Os
movimentos são equilibrados, com nítida transferência
de movimentos, apresentam-se bem caracterizados e se processam dinamicamente.
Neste
período, a criança pode ser conduzida pelo caminho da melhor
movimentação técnica, pois deve ter aprendido os processos
motores em sua coordenação rudimentar e em suas linhas básicas.
Os seus movimentos parciais já correspondem às melhores técnicas
atuais.
Em
princípio, aprende-se a nadar em qualquer idade. Diferenças
ocorrerão em termos de qualidade dos movimentos relacionados com
a idade e com a formação física.
De
acordo com Hollmann, aos oito anos poderá haver uma diferença
entre a idade cronológica e a biológica de até três
anos. Portanto, é possível formar grupos de aprendizagem
com alunos contando sete, oito e nove anos.
5.2 - Sistema de Ensino
Das
três fases do aprendizado motor resultam três etapas do sistema
de ensino. Cada etapa da metodologia tem a correspondente
fase
de aprendizado dos movimentos.
O
processo de ensino pode ser selecionado dedutivamente, utilizando-se o
aprendizado estruturado em programas. Estabelece-se a meta dos movimentos
e procura-se chegar ao objetivo final desejado, mediante estapas pequenas
e exatas. O aluno sentir-se-á orientado em todas as fases do processo
de aprendizado pelas leis dos movimentos: ele somente imita. Demonstrando
e imitando, o processo é enriquecido por informação
verbal e audiovisual.
Por
processo indutivo o aluno passa para o plano da experiência. Aprende
a partir do erro, colhendo experiências, de que se conscientiza imediatamente.
Apoiado
em apresentações verbais e audiovisuais, o sistema indutivo
oportuniza ao aluno larga margem de experiência.
A
metodologia tenta facilitar o processo de aprendizado com:
a)
recursos;
b)
forma rudimentar de um movimento;
c)
parcelamento funcional das metas do aprendizado.
5.3 - Recursos para o Ensino e a Aprendizagem
São
as providências que o professor utiliza durante as aulas para iniciar
o processo de ensino, a fim de apressar a aquisição de novas
formas de comportamento.
Sendo
o trabalho de pernas o primeiro objetivo parcial da aprendizagem, resulta
da coordenação pouco diferenciada dos processos de movimentação
da motricidade do dia-a-dia. O tempo de aprendizagem da movimentação
das pernas é mais prolongado do que o da dos braços.
Ao
aprender a movimentação de braços, em primeiro lugar,
os alunos iriam experimentar uma sensação de locomoção
antecipada mis rápida, o que não se poderia é esperar
uma concentração tão acentuada nas pernas, se fosse
a etapa seguinte.
5.4 - Fundamentação Mecânica
A
primeira função dos movimentos de pernas é a estabilização
lateral e vertical da posição do corpo; a segunda é
a propulsão (exceto no nado de peito). Portanto, justifica-se inicialmente
o seu ensino, apesar da visível função que é
atribuída à ação dos braços em termos
de movimentação e propulsão.
A
partir da execução do terceiro objetivo parcial da aprendizagem,
segue-se para a coordenação rudimentar dos movimentos sem
respiração, antes de uma formação refinada
dos movimentos parciais e antes que os próximos objetivos parciais
de aprendizagem dêem lugar ao processo seguinte.
Os
objetivos da aprendizagem da movimentação motora são
adquiridos por uma sincronização entre as etapas da aprendizagem.
Para
se compreender um movimento e empregá-lo no aprendizado seguinte,
é preciso conhecer os fundamentos da aprendizagem. No método
do ensino indutivo, o aluno fará suas próprias experiências
e suas tarefas de observação no companheiro e no modelo cinematográfico,
através do controle da percepção e através
da verbalização de tarefas motrizes que encerram objetivos
funcionais.
5.5 - Diversidade das Sensações e Percepções na Natação
A prática da natação pressupõe múltiplas sensações, percepções e representações. Têm um significado especial as seguintes:
a)
SENSAÇÕES MOTRIZES
As
sensações motrizes são as contrações
que ocorrem nos músculos, quando sofrem um estímulo. Desempenham
um enorme papel na coordenação dos movimentos natatórios
que exugem, em geral, uma diferenciação de seus elementos.
A
alteração da sensibilidade motora produz a imprecisão
dos movimentos.
Se
um nadador tem que realizar um movimento natatório, partindo de
uma posição inicial, ver-se-á obrigado a organizar
o trabalho muscular de forma distinta para alcançar o objetivo proposto.
Embora variando a posição inicial, graças à
sensação do
movimento
(proprioceptiva), há um reflexo preciso no córtex cerebral,
onde se produz a coordenação dos impulsos nervosos (de preferência
nos centros subtalâmicos e opto-estríados).
Durante
a realização das atividades físicas, as sensações
das tensões musculares desempenham um grande papel. Tais sensações
são:
a)
a sensação do esforço muscular, isto é, o grau
de força física empenhada;
b)
a sensação de resistência que se experimenta ao se
produzir a tensão muscular;
c)
a sensação da duração da tensão muscular
e suas variações que diferenciamos com toda clareza em relação
às variações da força;
d)
a sensação da velocidade do movimento e, neste caso, percebe-se
que o aumento da energia empregada ao realizar o movimento que se opera,
de uma maneira especial, é distinto do esforço que é
feito no caso da tensão estática;
e)
a sensação de resistência que implica na superação
de algumas forças mecânicas atuantes no sentido do movimento
realizado.
b)
PERCEPÇÕES ESPECIALIZADAS NO ESPORTE
O
êxito de muitas ações desportivas depende, em grande
parte, da precisão de percepções das diversas condições
do meio em que se efetuam essas ações.
A
base destas percepções é uma diferenciação
muito elevada da atividade dos analisadores que participam na realização
do exercíciofísico dado. Na prática desportiva, estas
percepções especiais são designadas, em geral, como
“sentido da água” nos nadadores.
O
“sentido da água”. A análise desta percepção
especializada, segundo dados de S. Zhekulin (1935), mostra ser uma percepção
cinestésica altamente diferenciada e precisa da resistência
da água ao nela realizar movimentos. É percebida pelo nadador,
principalmente, com o auxílio das sensações recebidas
ao efetuar movimentos semelhantes aos do remo.
De
acordo com o estilo empregado, a resistência da água será
sentida preferentemente pelas extremidades que cumprem o papel mais importante
no avanço.
Nas
percepções da resistência da água não
só figuram as sensações músculo-motoras do
nadador, mas também as sensações de pressão
da água e do atrito.
5.6
- Atenção e Memória
Nos
desportos e, em especial na natação, a memória motora
tem grande importância, pois permite ao nadador formar uma representação
exata da posição do corpo e dos movimentos que realiza (
sua forma, orientação, velocidade, etc.). Um aspecto muito
importante no treinamento é a lembrança dos movimentos, que
se aprendem, o que não é exeqüível sem o desenvolvimento
da memória motora.
A
lembrança e a aprendizagem do movimento é sempre processo
ativo que requer participação consciente.
Nas
diversas etapas de aprendizagem dos movimentos, a repetição
tem caráter distinto. No período inicial da aprendizagem
da natação, a tarefa da repetição consiste
em comprovar o acerto das representações motoras, a fim de
alcançar sua maior clareza e precisão. No período
final de treinamento, a finalidade da repetição consiste
em fixar na memória a forma ideal e precisa do movimento.
As
representações motoras, que constituem a base da memória
motora, são extraordináriamente importantes no processo de
aprendizagem do movimento, já que asseguram seu máximo acerto
e precisão.
5.7
- Reações
Chamamos
de reação à ação consciente de resposta,
aquela que o desportista conhece antecipadamente, as excitações
que deve experimentar e se preparar previamente para respondê-las
de certa forma.
Estrutura
do processo de reação. Consta, em seu tipo mais corrente,
da percepção, da excitação condicional sabida
previamente, da compreensão desta excitação e da execução
dos movimentos de respostas correspondentes.
Em
conformidade com a estrutura do processo de reação, se estabelecem
três períodos, a saber:
Período de reação preliminar. No exemplo da natação,
compreende o período de tempo que fica entre a voz de comando prévio
“aos seu lugares” e a execução (tiro) e é formado
pela espera do sinal e preparação para o movimento de resposta.
Período de reação central ou latente. Compreeende o período que fica entre o sinal executivo e o movimento de resposta. Neste período de espera, se operam no córtex cerebral intensos processos nervosos que preparam o movimento de resposta:
a)
o momento sensorial do período de reação latente,
consiste na percepção da excitação do sinal;
b)
o momento associativo da reação, consiste na compreensão
da excitação recebida;
c)
o momento psicomotor do período de reação latente,
consiste na execução dos impulsos psicomotores no setor motor
do córtex e no envio destes impulsos pelos neurônios eferentes
dos músculos correspondentes.
Período
de reação ou efetor. Compreende o período que medeia
entre o momento em que se inicia o movimento de resposta e a sua plena
realização.
Os
tipos de reação sensorial psicomotor e neuromotor se diferenciam
pelo caráter dos processos psíquicos que se desenvolvem no
período preliminar e vêm determinados pelo período
de reação efetor.
Tipo de reação sensorial. Caracteriza-se pela orientação da atenção do nadador no período de reação preliminar à percepção do sinal de execução. O nadador aguarda este sinal num estado de tensão.
Tipo de reação motora. Caracteriza-se pela orientação da atenção do nadador no período de reação preliminar à percepção do movimento-resposta.
De
acordo com que foi exposto, estão fortemente excitados, os centros
nervosos do córtex, com uma inibição simultânes
ou com um grau de debilitação dos processos de excitação
nos demais setores do córtex.
Durante
o período preliminar, o tipo neutro de reação caracteriza-se
pela uniformidade dos processos de excitação nos setores
sensoriais e psicomotores do córtex. A atenção está
dirigida, simultaneamente e em igual medida, à espera do sinal e
à preparação do movimento de resposta.
As
reações podem ser classificadas ainda em simples e complexas.
As reações simples são aquelas em que o processo de
reação é muito elementar: existe apenas um agente
excitador previamente conhecido (o sinal) e, ao reacionar, haverá
apenas um movimento de resposta já conhecido e aprendido perfeitamente.
A saída da natação é um exemplo típico.
Outro exemplo seria o de efetuarmos o exercício de deslizar na aprendizagem,
ao comando do professor.
As
reações complexas são aquelas nas quais têm
lugar várias excitações possíveis e vários
movimentos de resposta, com a particularidade de que se desconhece previamente
que excitações surgirão e com que movimentos se reagirá.
É o caso de um jogador de pólo aquático que irá
reagir segundo a situação apresentada.
Particularidades
do processo de reação. As reações caracterizam-se
não só pela rapidez com que transcorrem os processos nervosos,
mas também por certa inversão de energia necessária
para realizar o movimento ao reagir.
Para
responder a uma mesma excitação, dois nadadores ou dois aprendizes,
por exemplo, podem reagir com igual velocidade, mas um deles pode
efetuar o movimento com menos energia que o outro, com menos amplitude.
A
diferença pode ser explicada pela distinta inversão de energia;
o movimento efetuado pelo segundo nadador é tão rápido
como o do primeiro, mas a quantidade de energia dispendida é maior,
porque ele efetua o movimento com mais vigor.
Esforços
voluntários no processo da atividade desportiva. Qualquer ação
voluntária requer certo esforço, embora mínimo, ao
ser realizada.
O
desenvolvimento dos esforços voluntários conduz nestes casos
ao estabelecimento de certa correlação entre o caráter
do esforço voluntário e o grau de dificuldade que se deve
superar nesse tipo de atividade.
Em
consequência, no nadador pode criar-se o hábito de empregar
no desporto da natação esforços voluntários
de determinada força e caráter que são pouco eficazes
ao aumentar as exigências de velocidade, intensidade ou complexidade
dos movimentos natatórios.
Tipos
de atividades que requerem a superação das sensações
emocionais negativas ( medo, perturbação, falta de confiança
em si mesmo, etc.) são manifestadas, normalmente, por aquele que
já apresentou sinais de afogamento. Os mecanismos fisiológicos
destes estados estados psicológicos consistem em altas excitações
em determinados centros corticais (situam-se na frente e atrás da
zona pré-central e ainda no lóbulo frontal) e subcorticais.
Tais
excitações obedecem a sensações emocionais
negativas e à intensa inibição dos centros que intervêm
na atividade prevista.
No
processo da atividade que requer a superação dos estados
emocionais negativos, o atleta realiza esforços para anular conscientemente
o excesso de excitação emocional e inibir os centros motores
que participam no tipo dado de atividade física. Nisto desempenha
um importante papel o segundo sistema de excitações que intervêm
nas emoções de alto nível (sentimento do dever, de
honra desportiva, da responsabilidade, etc.) e o sentimento de sucesso
que surge nos casos em que se consegue realizar os objetivos da ação
solicitada.
Conceito
Geral de Educação Física
A
Educação Física é o elemento da Educação
que utiliza sistematicamente as atividades físicas e a influência
dos agentes naturais: ar, sol, água, etc., como meios específicos.
A
atividade física é hoje considerada como um meio educativo
privilegiado, porque abrange o ser na sua totalidade. O caráter
de unidade da educação, por meio das atividades físicas,
é reconhecido universalmente. Por necessidade de análise
teórica, distinguiremos no entanto os seguintes objetivos particulares:
a)
Corpo são e equilibrado
Apto
a resistir aos diversos obstáculos do meio físico e social,
o que exige um exercício racional das funções de adaptação
que levem ao estágio de saúde, o que é mais do que
a ausência de doença. Eis uma finalidade higiênica,
finalidade fundamental (que a higiene e a medicina procuram atingir por
meios em partes diferentes) que nunca se deveria perder de vista.
b)
Aptidão para a ação
Qualidades
perceptivas – acuidade das percepções internas (conhecimento
do próprio corpo), rapidez e segurança das percepções
externas (apuramento dos sentidos).
Qualidades
motoras – destreza, velocidade, força, habilidade, resistência,
capacidade de relaxamento... permitindo a eficácia dos atos e o
seu rendimento máximo.
Qualidades
de autodomínio e de raciocínio – compreensão das situações
e capacidade de encontrar rapidamente as soluções convenientes.
O conjunto destas qualidades psicomotoras, que são muitas vezes
interdependentes, deve facilitar as adaptações aos atos da
vida corrente, à vida profissional, assim como às atividades
físicas dos tempos livres.
c)
Valores morais
A
Educação Física deve ser moral em ação.
O clima moral das sessões e o meio social ativo (na atividade dos
grupos) que os educadores podem criar, são determinadas.
No
mundo atual – e mais ainda no mundo do amanhã, no qual devemos sempre
pensar quando se trata de educar crianças – estes objetivos da E.
F. têm uma importância social considerável.
Devemos
evidentemente ter em consideração o fato social peculiar
a cada país: a concepção e os meios de educação
dependem sempre do quadro político, econômico e humano. Mas,
considerada a provável evolução das sociedades que
atualmente estão em vias de aplicar a Educação Física,
podem determinar-se linhas comuns.
Procurar-se-á,
cada vez mais, preparar as crianças e ajudar os adultos e as pessoas
de idade a reagir eficazmente pelo seu equilíbrio psicofisiológico,
contra os efeitos nefastos da mecanização, da sedentarização,
da poluição, da fadiga nervosa provocada pelo ritmo acelerado
e pelas tensões da vida civilizada.
Tratar-se-á
de criar e manter cada vez mais o gosto pelo esforço físico
e o sentido de uma vida sã para lutar contra os grandes males, tais
como o alcoolismo, a droga, a preguiça física, a falta de
entusiasmo, etc.
Os
Meios da Educação Física
O
meio específico da Educação Física é
o exercício físico, isto é, a atividade física
sistemática, concebida para exercitar (educar, treinar, aperfeiçoar).
Não
é a natureza do exercício que desempenha aqui o papel determinante,
mas sim a intenção que anima o ato, porque é essa
intenção que lhe dá a orientação geral
e as formas particulares e determina, definitivamente, os seus efeitos
sobre o indivíduo. Toda a atividade psicomotora concebida principalmente
com um fim educativo integra-se na educação física.
Esta, em última análise, caracteriza-se mais pelo estado
de espírito que pela escolha desta ou daquela técnica. As
técnicas são somente instrumentos – infinitamente variados
e em educação contínua – para serem utilizados em
função de claras intensões educativas .
É
no nível superior da intenção que se realiza a unidade
da Educação Física, a harmonia entre técnicas
por vezes fundamentalmente diferentes, mas que concorrem para atingir o
mesmo fim. São muito numerosas as tentativas de classificação
refente aos aspectos da vida, em que as fronteiras são sempre definidas.
Ora, isto é forçosamente artificial e convencional. Em função
da intenção principal que anima o ato, propomos uma classificação
que nos parece, simultaneamente, mais geral e mais simples:
a)
Exercícios educativos propriamente ditos: As formas e situações
são unicamente escolhidas ou criadas para alcançar fins formativos
e educativos considerados fundamentais: aquisição e treino
duma destreza máxima, desenvolvimento da força, da resistência,
autoconhecimento e autodomínio, etc...
b)
As atividades práticas, os jogos e os desportos, em que a intenção
fundamental é alcançar um fim correto e imediato, distrair-se,
vencer um adversário ou estabelecer um recorde. Para que se enquadrem
no domínio da E. F., estes exercícios devem ser animados,
pelo menos no espírito, de uma intenção educativa.
O
caráter formal dos exercícios da primeira categoria faz deles
atividades de fraca motivação, pelo menos para a maioria
dos alunos. Todavia, não devem ser negligenciados, porque são
essenciais nos primeiros períodos de formação. A tarefa
da arte pedagógica é torná-los interessantes para
todos os alunos.
Os
segundos constituem geralmente exercícios de forte motivação.
No entanto, o seu emprego é delicado porque constituem campo de
luta entre os interesses educativos, entre a paixão e a razão.
Na
prática pedagógica, estas duas categorias de exercícios
podem, porém ( e devem), ser ligadas frequentemente, numa mesma
motivação geral que é o domínio e a afirmação
de si.
Esta
ligação deve estabelecer-se principalmente no nível
das atividades desportivas, hoje utilizadas.
Vertente
Liberal
a)
Higienista, biologização e biomédica.
...para
tal concepção, a ginástica, o desporto, os jogos recreativos,
etc., devem antes de qualquer coisa, disciplinar os hábitos das
pessoas, no sentido de levá-las a se afastarem de práticas
capazes de favorecerem à deterioração da saúde
e da moral, e que comprometeria a vida coletiva. (GHIRALDELLI JR., 1988)
b)
Psico-pedagogicista e pedagogicista.
...a
ginástica, a dança, o desporto, etc., são meios de
educação do alunado. São instrumentos capazes de levar
a juventude a aceitar as regras do convívio democrático e
de preparar as novas gerações para o altruísmo, o
culto às riquezas nacionais, etc. (GHIRALDELLI JR., 1988)
c)
Militarista, técnico desportiva e competitivista.
Para
tal concepção (militarista), a Educação Física
deve ser suficientemente rígida para elevar a “nação”
à condição de servidora e defensora da Pátria
...
...está
(ão) a serviço de uma hierarquização e elitização
social. Seu objetivo fundamental é a caracterização
da competição e a superação individual como
valores fundamentais e desejados para uma sociedade moderna. (GHIRALDELLI
JR., 1988)
Vertente
Progressista
a)
Educativo-recreativa.
Outra
opção dos professores de Educação Física
é a busca de novos valores que transparecem na prática, pela
sua orientação não formal e voltada à necessidade
de todos. Nesta opção, a Educação Física
nas escolas seria orientada, predominantemente, segundo princípios
educativos e recreativos. (TAFFAREL, 1988)
b)
Educação Física popular.
...o
desporto, a dança, a ginástica, etc., assumem um papel de
promotores da organização dos trabalhadores, e, mais que
isso, a Educação Física serve então, aos interesses
daquilo que os trabalhadores vêm chamando de “solidariedade operária”.
(GHIRALDELLI JR., 1988)
Ainda,
para melhor ilustração quanto às tendências
que permeiam a Educação Física brasileira, e que podem
ser identificadas nas essências das ações dos professores
de Educação Física, as colocações de
CARMO (1985) e FERREIRA NETO (1989), são bastante esclarecedoras.
...poucos
métodos foram desprezados, como é o caso do alemão,
francês, a calistenia, apesar da forte corrente dos pensadores ligados
ao desenvolvimento motor, de cunho altamente liberal, e da disseminação
mundial do novo modo de pensar a Educação Física,
ou seja, uma atividade educativa acima de tudo, e, como tal, vinculada
a uma proposta política, na busca de COMO DEVERIA SER. Mesmo estas
novas tendências que invadiram os cursos de licenciatura e a comunidade
dos professores de Educação Física, não conseguiram
ainda levar os professores a superar os ranços do autoritarismo,
diretividade e alienação dos antigos métodos importados
dos quartéis militares.
Atualmente,
a Educação Física tem assumido o papel de reproduzir
conhecimentos, transmitindo através de atividades rotineiras a consciência
da manutenção da ordem e das regras sociais. Está
baseada numa prática de competitividade e seletividade que conduz
a um desenvolvimento da aptidão física, cujo objetivo é
desenvolver no aluno capacidades de rendimento físico que o permitam
a ele participar dos esportes selecionados e eleitos pela sociedade capitalista
por exemplo: o basquetebol, o voleibol, etc.
Todavia,
nos últimos anos, tem emergido uma nova perspectiva de trabalho
divulgado através de pesquisas, publicações várias,
entendendo que o homem é o sujeito primordial da história
da humanidade, e portanto, peça fundamental no processo de transformação
da sociedade em que está inserido.
Objetivos
da Educação Física Escolar
a)
Proporcionar meios e condições ao homem para que o mesmo
se sinta capaz , através do movimento corporal humano, de interferir
no processo de mudança da sociedade brasileira em todos os seus
aspectos sócio-político e econômico.
b)
Reconhecer a totalidade do corpo, identificando suas partes, suas possibilidades
de ação e toda sua relação com o espaço
e o tempo.
c)
Proporcionar a compreensão do movimento corporal humano como instrumento
de ligação entre as experiências vividas e a relação
destas com a produção do conhecimento e a construção
do pensamento crítico.
Abordagem
Metodológica do Movimento Corporal Humano
O
que se propõe é que o movimento corporal humano seja transmitido
numa concepção progressista da educação brasileira.
Nesse
sentido, como expressa FREIRE, apud KUNZ (1991, p. 155), “não se
forma consciência pela reprodução, mas pela produção
do novo”.
Assim
sendo, considerar-se-á o movimento corporal humano como objeto de
estudo da Educação Física, e este será expresso
através da prática pedagógica coerente com uma postura
transformadora. Todavia é necessário analisarem-se procedimentos
que definam a Educação Física como componente curricular.
Para tanto, propomos fornecer elementos que contribuam de forma significativa
para o crescimento do homem, a partir do conhecimento concreto de sua realidade.
Após
decidido que Educação Física seria obrigatória
no ensino fundamental e facultativa no ensino noturno, serão fixados
conteúdos a serem trabalhados em todas as séries, ajustando-se
às faixas etárias e às condições da
população escolar. Segundo o padrão referencial de
currículo, documento básico distribuido às escolas
pela Secretaria de Educação, a Educação Física
tem como objetivo, desenvolver e estimular o lado biológico do homem,
suas aptidões corporais e sensoriais e o lado emocional, oferecendo-lhes
estímulos ao seu plano de ação.
Componente
curricular essencial no desenvolvimento das potencialidades, a Educação
Física, através de suas manifestações sociais,
auxilia no processo de inserção do homem no mundo.
Além
do mais, segundo a nova LDB, os conteúdos curriculares da educação
básica devem seguir algumas diretrizes, como: difusão de
valores, direitos e deveres dos cidadãos, promoção
do desporto educacional e apoio às práticas desportivas não
formais.
A
Educação Física, através da consciência
corporal, de suas capacidades, funções e ações,
se bem trabalhada, faz com que o aluno desenvolva seus esquemas sensório-motores
e psicomotrizes. Mas para isso é necessário trabalhar em
uma nova concepção curricular, onde o professor esteja realmente
comprometido, buscando uma nova realidade escolar.
É
dentro deste novo contexto que está por se abrir, que seria interessante
os professores pensarem a prática de um desporto que desenvolve
várias habilidades físicas, psíquicas e emocionais,
que é
a
natação. É verdade que para isso, é necessário
sair da mesmice, onde as crianças só jogam futebol ou voleibol.
Desta forma devemos procurar novos desafios. A partir desta possibilidade
que se manifesta, observo, por ser um forte aliado do esporte natação,
a possibilidade deste transformar-se em currílo escolar. Por que
não?
Através
desta idéia, fui em busca de respostas, procurando escolas que não
possuem a prática desta modalidade. Além de notar o desinteresse
para inovações, argumenta-se a dificuldade financeira, bem
como o deslocamento até uma instituição que estaria
disposta a prestar este serviço.
Em
relação a convênios, observa-se dificuldades novamente
quanto ao transporte. A única possibilidade então, seria
a oferta não curricular.
Atualmente, este serviço vem sendo utilizado por creches e maternais,
que terceirizam a atividade a locais especializados, com o intuito de oferecer
mais qualidade a seus alunos. Hoje em Porto Alegre, mais precisamente no
Grêmio Náutico União, os alunos da Escola João
Paulo I (Universitário), usufruem deste desporto. O convênio
é realizado da seguinte maneira: o clube cede o espaço
e os professores , que se responsabilizam pelas aulas, frequência
e avaliação, e o colégio cede bolsas de estudo ao
clube, que automaticamente repassa aos seus atletas.
Com
mais de dez anos exercendo atividades em meio líquido, doze anos
como atleta e há quatro anos proprietário de escola de natação
(Sport Center), motivou-me a oferecer esta proposta a escolas. Porém
sempre com desinteresse, respostas negativas eram enviadas a mim; somente
com maternais e clínicas, houve sucesso.
No
entanto, na Escola São Judas Tadeu, que possui piscina própria,
trabalha-se da pré-escola até à 3ª série
do 2º grau, com muito sucesso e interesse por parte dos alunos.
Nota-se
que toda esta problemática é que leva muitas escolas a não
terem interesse neste esporte, preferindo ficar, desta forma, na mesma
rotina de trabalho.
9. E N T R E V I S T A S:
a)
Colégio São Judas Tadeu - Escola de 1º e 2º graus
Coord. Área de Educação Física
Profª Sandra Oliveira
– A natação é trabalhada em quais séries e há quanto tempo existe esta atividade?
R:
Trabalhamos da pré-escola até à 3ª série
do 2º grau, há mais ou menos 25 anos.
– Qual o conteúdo trabalhado e quais as habilidades motoras mínimas trabalhadas?
R:
Aulas dirigidas, nas quais da pré-escola à 4ª série,
são realizadas atividades recreativas; da 5ª série em
diante, os trabalhos são mais específicos.
Conteúdos:
ambientação, flutuação, respiração
e nados (crawl, costas, peito e golfinho), no qual visamos desenvolver
a coordenação, psicomotricidade, cognição,
percepção, motricidade fina e ampla, além do freio
inibitório.
– Qual a importância delegada ao esporte no ano letivo?
R: Visamos à prática em benefício da promoção da saúde; não damos ênfase à competição.
– Qual o método de avaliação?
R: O plano é dividido por bimestre. A avaliação é realizada em cima da participação e da frequência. Não é avaliada a técnica em si.
– Como a Escola sente-se em trabalhar com este desporto?
R:
Privilegiada, porém infelizmente sinto dificuldades em trabalhar
no inverno, pois a piscina é descoberta. Trabalhamos apenas nos
meses de calor.
b)
Grêmio Náutico União
Conveniado: Escola João Paulo I (Universitário)
Gerente de esporte:
Profº Evandro Bier
Profº responsável pelas turmas de natação:
José Antônio Aranha
–
Qual o conteúdo trabalhado?
R:
Aprendizagem e desenvolvimento dos quatro nados.
–
Qual o método de avaliação?
R:
A avaliação é feita semestralmente. Os aspectos avaliados
são frequência, progresso e desenvolvimento no decorrer das
aulas.
–
Qual a importância delegada a esta prática desportiva no ano
letivo?
R:
Ao se matricularem, os aluno optam por uma das atividades do convênio,
que são: hidroginástica, natação, ginástica
e musculação.
As
atividades são realizadas durante todo o ano letivo.
–
Quais as habilidades mínimas trabalhadas?
R:
Flutuação, respiração, habilidades aquáticas.
10. C O N C L U S Ã O
Ao
término deste trabalho, acredito ter sanado dúvidas que cercam
o porque da natação não estar incluída no currículo
escolar. No entanto, somos sabedores que para tal acontecimento se realizar,
necessitamos da conscientização por parte de todos. Por ser
um esporte que exige uma estrutura complexa e de custo elevado, torna-se
inviável a construção e manutenção de
um centro natatório. Todavia existe a possibilidade de convênios
com instituições especializadas no esporte, com organização,
divulgação e redução de custos, será
possível tal objetivo.
Para
mudar o quadro mencionado anteriormente, é fundamental o apoio das
pessoas que diretamente administram as instituições. Prova
do sucesso desta atividade, são as poucas escolas que prestam este
serviço. Todos são sabedores dos benefícios. Quantas
crianças desejariam esta atividade?
Enfim,
uma certeza nós temos: a certeza do sucesso.
11. R E F E R Ê N C I A B I B L I O G R Á F I C A
2 - CASTELLANI FILHO, Lino. EDUCAÇÃO FÍSICA NO BRASIL, A HISTÓRIA QUE NÃO SE CONTA. Campinas, Papirus,1988.
3 - FERREIRA NETO, Amadílio. A FORMAÇÃO POLÍTICA DO PROFESSOR DE EDUCAÇÃO FÍSICA. Rio de Janeiro, 1989. 18 p. Dissertação (Mestrado em Educação Física) - Universidade Gama Filho, 1989.
4 - FERREIRA NETO & COLABORADORES. EDUCAÇÃO FÍSICA E ESPORTE, 1993.
5 - FREIRE, João Batista. EDUCAÇÃO FÍSICA. Revista Nova Escola. São Paulo, setembro, 1990.
6 - GHIRALDELLI JR. NOTAS PARA UMA TEORIA DOS CONTEÚDOS DA EDUCAÇÃO FÍSICA. Texto preparado para o curso do CBCE na 43ª reunião da CBPC, Rio de Janeiro, 1991.
7 - GOMES, Wagner Domingos F.NATAÇÃO UMA ALTERNATIVA METODOLÓGICA. Sprint. Rio de Janeiro, 1995.
8 - KUNZ, Elenor. EDUCAÇÃO FÍSICA: ENSINO & MUDANÇAS. Ijuí: Unijuí, 1991.
9 - LDB. Capítulo II, Artigo 26, Inciso III - Artigo 27, Parágrafos do I ao IV. Secretaria de Educação. Padrão Referencial de Currículo. Porto Alegre, 1995.
10 - PALMER, Mervyn L. A CIÊNCIA DO ENSINO DA NATAÇÃO. Editora Monole. São Paulo, 1990.
11 - TAFFAREL, Celi Nelza Zulke. CRIATIVIDADE NAS AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA. Rio de Janeiro: ao Livro Técnico, 1985.
12 - TUBINO, Manoel José Gomes. HOME SPORTIVUS. Coleção Especial de Educação Física e Desporto. Rio de Janeiro, 1985.