-LOCALIZAÇÃO: RUA CANDIOTA, 145
-BAIRRO: PASSO D`AREIA
-CIDADE: PORTO ALEGRE
-FONE: 341.22.03
-ENTREVISTADOS: LUCI KLLEESTADT (DIRETORA)
NEIDA BRADASCH
(VICE-DIRETORA)
ZULEICA MENETRIER
(SUPERVISORA)
PROF. ÂNGELA
COSTA (PORTUGUÊS)
PROF. DARA CAMARGO
(MATEMÁTICA)
PROF. CLÁUDIO CÉSAR
(EDUCAÇÃO FÍSICA)
A escola tem um formato quadrado
com um pequeno pátio em seu meio, possui dois pisos, isso no prédio
principal, tendo também incluído nesse mesmo prédio
um grande salão de eventos. Em um segundo pátio, esse muito
maior, está incluído um pequeno prédio horizontal
onde funciona a pré-escola, a sala de Educação Artística
e uma sala para guardar os materiais de Educação Física.
Apesar da escola ser fundada
em 06 de outubro de 1939, o prédio encontra-se em boas condições,
tanto na parte interna como externa, com exceção do salão
de eventos que no momento passa por reformas devido a problemas em sua
estrutura.
A escola possui uma boa
organização em termos de espaço físico, sendo
o pátio menos utilizado, apenas para os alunos fazerem sua merenda
e descansarem na hora do recreio. Já no segundo pátio, está
incluído duas quadras polivalentes (futsal, vôlei e basquete)
e uma outra quadra apenas para a prática de voleibol. Inclusive,
segundo a Diretora, será incluído no ginásio mais
uma quadra de esportes.
A escola dá uma preferência
na hora da matricula aos alunos do bairro Passo D`Areia, tendo em vista
que os alunos que frequentam a escola são de classes sociais de
nível médio-baixo. Mesmo sendo uma escola de bairro, a escola
possui uma boa movimentação de alunos, tendo 37 turmas e
uma média de aproximadamente 950 alunos.
-Filosofia: “Todos os membros da escola se propõem a viver a
liberdade e ser responsável, pois possibilita assim um crescimento
físico, intelectual e religioso e que capacita a pessoa a viver
e conviver harmoniosamente em sociedade”.
A escola está organizada
por setores da seguinte forma:
( VER ARQUIVO 2 )
No ano de 1939, a Vila do
IAPI iniciou o seu processo de desenvolvimento. O número de moradores
foi aumentando, já começava a surgir um pequeno comércio
no bairro e se fazia necessário uma escola para as crianças.
Um grupo de moradores então se reuniu e criou uma escola pequena,
com apenas quatro turmas de alunos. Inicialmente a escola recebeu o nome
de Grupo Escola Passo D`Areia e foi instalada na Rua Marechal José
Inácio da Silva, em um prédio cedido pelo Instituto de Aposentadoria
e Pensão dos Industriários.
A escola foi oficializada
pelo decreto estadual n° 7675, de 07 de janeiro de 1939.
Em 06 de outubro de 1939, pelo decreto n° 7976, a escola foi denominada
Grupo Escolar Gonçalves Dias, em homenagem ao grande poeta brasileiro
Antônio Gonçalves Dias.
Em 14 de março de
1942, pelo decreto n° 510, foi convertida em Escola Isolada e em 30
de outubro do mesmo ano, pelo decreto n° 621, teve suas funções
restabelecidas.
Foi apenas em 29 de junho de 1954 que a escola passou a ocupar as instalações
que ainda hoje utiliza. O prédio foi projetado pela Secretária
de Obras Públicas do Estado e construído pelo Instituto de
Aposentadoria e Pensão dos Industriários, que doou o prédio
pelo decreto n° 19735, de 10 de novembro de 1967.
A partir de 12 de lulho
de 1972, conforme ofício n° 408/72-SUA, o Ginásio Estadual
Comercial Professora Wanda Gonçalves gordim passou a ocupar o prédio
da escola no turno da noite.
A escola possui vários
setores em atividade, tais como, Secretaria, Pessoal, Serviço de
Supervisão de Alunos (06/5/76), Serviço de Orientação
Educacional (31/7/73), Serviço de Supervisão Escolar (março/74),
Setor de Material, Maconografia, Biblioteca D.Pedro II (29/9/56), Audiovisual,
Nutrição e CPM. Já funcionou o CAE na escola, tendo
encerrado suas atividades em 30/8/91.
Desde 1979 funciona a sala
com recursos para deficientes visuais.
A escola possui também, uma Banda (01/8/74) que a tem representado
em festividades internas e externas com muito destaque.
A bandeira da escola foi criada pela professora Talitha Flores, no
ano de 1979 e surgiu da necessidade da existência de um símbolo
marcante. São três as suas cores: azul, verde e branco.
O hino da escola foi composto
em 24/9/78 pela professora Nara Medeiros de Oliveira, que redigiu a letra
e pelo professor Otto Follmann, que compôs a música.
Em 1980 passou a chamar-se
Escola Estadual de 1° Grau Gonçalves Dias, através da
Portaria de Reorganização n° 11762, de 04/3/80, Diário
Oficial de 07/3/80.
Pelo Decreto n° 30043
de 11/02/81, Diário Oficial de 12/02/81, foi extinto o Ginásio
Estadual Comercial Professora Wanda Gonçalves Gordim e o turno da
noite foi anexado à Escola Estadual de 1° Grau Gonçalves
Dias.
Em 12/5/82 foi implantado o Jardim de Infância Nível B.
em 07/3/90, atraves da Portaria n° 00559/90, foi autorizado o seu funcionamento.
A partir de 1985, Língua
Inglesa foi incluída no currículo escolar como disciplina
optativa de 5ª a 8ª série, não fazendo parte da
Base Curricular adotada pela escola.
Ainda em1985 foi realizada
a primeira eleição para Diretor da escola. Como resultado
foi eleita a professora Luci Klleestadt, que convidou para assumirem a
função de vice-diretoras as professoras Edy Helena Mombelli
Moreira, no turno da manhã, e Dacila Costa dos Santos nos turnos
da tarde e noite.
A partir de 1986 foi implantada
na escola a Preparação para o Trabalho – PPT, conforme lei
7044, de 18/10/82 e parecer 1000/84desenvolvida de 1ª a 8ª série,
diluída nos diversos componentes e também sob forma de projetos
artesanais e caseiros, de 5ª a 8ª série. Ainda neste ano,
a disciplina de Técnicas Comerciais foi cursada no Centro Interescolar
Estadual de 1° Grau Evarista Flores da Cunha.
Em 1988 é findo o
mandato da professora Lucy Klleestadt como diretora, sendo realizada a
segunda eleição de diretores.
Em 17 de outubro de 1988
a professora Edy helena mombelli Moreira é eleita diretora, após
escolha através de uma lista tríplice. Foram designados os
seguintes vice-diretores: professor Tilberto Barbian no turno da manhã,
professora Luci Helena Beier no turno da tarde e professor Lauro Modelski
no turno da noite.
Em março de 1989
é reativada a banda, em vista de a mesma estar bem aparelhada. O
professor Renato Raul Moreira, pai de alunos da escola assumiu a responsabilidade
de treinar a Banda, tornando-se a partir de então seu instrutor.
Ainda em 1989 é criado
o Clube de Dança Moderna, orientado pela professora de Educação
Física Miriam Pieta, com o objetivo de proporcionar aos alunos o
desenvolvimento de sua criatividade.
Atualmente a escola conta com
dois professores do Centro Louis Braille, para atendimento dos deficientes
visuais e cegos, os quais assistem aulas em classes regulares, com a ssessoria
do Braille.
Em 1989 foi adotado o uso
do uniforme, resultado de pesquisa feita junto à comunidade.
Foi instituído um
concurso entre os alunos para a criação de um novo emblema
para o uniforme. Deise Cristine Canto, aluna da 7ª série, turma
70 de 1989, foi a vencedora.
Foram criadas comissões
junto ao CPM: Apoio, Manutenção, Social, Segurança
e Educação.
A escola recebe seu número
oficial junto à Prefeitura, passou a ser o prédio de número
145 da Rua Candiota, bairro Passo D`Areia.
No ano de 1989, sob a direção
da professora Edy Helena Mombelli Moreira, a escola comemorou o seu cinquentenário.
Mais precisamente no dia 06 de outubro, às 18h, houve uma festividade
no Salão, com entrega de placas comemorativas, alusivas à
data. Na ocasião, se fizeram presentes direção, professores,
comunidade e, inclusive, algumas autoridades, destacando-se a então
secretária da educação, professora Iara Wortmann e
o vereador Mano José Filho, ex-aluno da escola.
Em 1993, assumiu a direção
a professora Luci Helena Beier, assessorada pelos vice-diretores: manhã
Sandra Maria Saraiva Cidade, tarde Elisabeth Almada e noite Lauro Modelski,
dando continuidade à linha de trabalho vigente.
A partir de 1993, a carga
horária e o conteúdo de EMC e OSPB foram incorporados em
História e Geografia, conforme parecer1214/93,da CEED, disposto
na lei 8663.
Ao final de 1994, retornou
à direção a professora Edy Helena, assessorada nos
turnos da manhã e tarde pela professora Terezinha Inês Zanetti
Somacal e no turno da noite pelo professor Lauro Modelski.
No ano de 1996, por eleição
direta, ocorrida em 1995, assumiu a Direção da Escola a Professora
Terezinha Inês Zaneeti Somacal, assessorada no turno da manhã
pela professora Maria de Lourdes Avila e nos turnos da tarde e noite pela
professora Rosane Maria Geiser Freitas.
Assim chegamos aos dias
de hoje, com a escola crescendo graças aos ideais que unem todos
os seus integrantes, sejam eles direção,professores, comunidade,
CPM, que acreditam numa escola pública de qualidade e participativa
do momento histórico que estamos vivendo.
Não houve nenhuma
dificuldade na hora de coletar os dados, pois fomos muito bem tratados
por todos que conversamos como porteiro, professores e principalmente pela
direção da escola. As entrevistas foram realizadas de uma
forma simples mas organizada. Fizemos um questionário de perguntas
envolvendo os principais itens a serem coletados. Fizemos as perguntas
com uma sequência adequada de acordo com o cargo em que cada um atuava.
As entrevistas tiveram uma média de 15 a 20 minutos cada uma. Após
a fase de entrevistas fomos conhecer os principais setores da escola como
a biblioteca, SOE, SSE, Sala de vídeo, banco de livro, etc. Tivemos
ainda a oportunidade de observar uma aula de Educação Física
da 7ª série, onde conversamos com o professor e o mesmo nos
citou, após perguntarmos como era feita a organização
dentro da área, assim como a organização da disciplina,
ou seja, é ele que planeja, que controla a aula e que determina
os conteúdos a serem estabelecidos na disciplina. A principal dificuldade
que o professor encontra na área, além do baixo salário,
é justamente nas dificuldades de seguir o regimento da escola. Segundo
o mesmo, a falta de incentivo dificulta muito o trabalho e juntamente com
a falta de materiais alternativos, faz com que ele aplique somente jogos
em suas aulas.
A escola possui um total
de 53 professores divididos nas diversas séries. Segundo a Supervisora
Zuleica Menetrier, a formação dos professores nas séries
iniciais se dá através de Magistério e possui também
alguns professores formados.já nas séries de 5ª a 8ª
existem professores com licenciatura curta e plena e também professores
pós-graduados.
Em relação
às condições de trabalho, os professores entrevistados
comentaram que não encontram muitas dificuldades, principalmente
as professoras Ângela (Português) e Dara (Matemática).
Segundo os mesmos os livros didáticos estão de acordo com
as necessidades da disciplina, e possuem ainda como alternativa a sala
de vídeo onde cada disciplina possui fitas pra mostrar aos alunos
porque é importante eles estudarem aquela disciplina em relação
ao futuro. Mas issi não se dá em todas as disciplinas, uma
das mais prejudicadas é a disciplina de Educação Física
que não dispõe de materiais didáticos alternativos
para as aulas, principalmente nas séries iniciais onde há
mais necessidade. Isso somente em relação aos materiais didáticos.
Já o grau de participação
dos professores dentro da escola não é muito intenso. Não
há uma ampla interdisciplinariedade em relação aos
problemas, principalmente com o dos alunos, o máximo que ocorre
é um encaminhamento ao SOE para que os problemas sejam resolvidos.
Há maiores discussões somente no conselho de classe ao final
de cada bimestre. Quando ocorre algum evento na escola acontece a mesma
coisa, não há uma participação total dos professores.
Segundo a Diretora Luci
esses problemas estão acontecendo devido as mudanças que
a LDB vêm fazendo em relação a educação
no Brasil. Um desses problemas é devido ao aumento dos dias letivos
durante o ano, que passou para 200, mas o principal está relacionado
com a recuperação dos alunos ao final de cada prova aplicada
durante o bimestre para aqueles alunos que não atingiram a média
da prova. Isso significa que, se o professor fizer 04 provas no bimestre
terá que fazer mais 04 se tornando de fato muito cansativo para
o professor. Principalmente para aqueles professores que trabalham em dois
ou até três turnos durante o dia.
Segundo a Diretora Luci
e a Vice-Diretora Neida antes dessa nova lei, houveram reuniões
onde ocorreram estudos de pareceres, reuniões, reuniões com
a Secretaria de Educação para que os professores conhecessem
essas novas mudanças no regimento e no modo de atuar frente `as
disciplinas. Para que isso ocorra os professores enfrentam pequenas dificuldades
de adaptação às nvas normas da LDB, principalmente
com o excesso de trabalho que esses professores vêm enfrentando.
Tendo em vista esses problemas a direção evita um contato
excessivo com os professores para a participação dos eventos.
Voltando às condições
de trabalho dos professores, o artigo 67 da LDB, cita que os sistemas de
ensino promoverão a valorização dos profissionais
da educação, assegurando-lhes, inclusive nos termos dos estatutos
e dos planos de carreira do magistério público; e no item
VI estão as condições de trabalho adequados, onde
nessa escola essas condições não são muito
amplas, pois existe uma dificuldade em relação a esses materiais
como já foi relacionado anteriormente.
Mas um dos maiores problemas
encontrados e discutidos pelos professores é sem dúvida nenhuma
os baixos salários do ensino público. De acordo com a Supervisora
Zuleica, os baixos salários vêm fazendo com que os professores
mais antigos estejam se aposentando e os mais novos se desestimulando com
a falta da valorização do ensino, onde nessa escola a carga
horária de 20 horas semanais dará um salário de R$
250 a R$ 300 reais aproximadamente.
De acordo com o Artigo 69,
“A união aplicará, anualmente, nunca menos de dezoito, e
os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, vinte e cinco por
cento, ou o que consta nas respectivas Constituições ou Leis
Orgânicas, da receita resultante de impostos, compreendida as transferências
constitucionais, na manutenção e desenvolvimento do ensino
público”. Do ponto de vista financeiro é muito pouco para
um país do tamanho do Brasil e que pensa em melhorar a educação,
mas não vai ser com esses valores que isso vai acontecer. Para entendermos
melhor essa vergonha em termos salariais, Alfredo Bosi fez uma pesquisa
comparando o salário dos professores em todo o Brasil no ensino
primário. Com base nos dados da Confederação Nacional
dos trabalhadores em Educação, eis o que se apurou como valores
referentes ao início de carreira.
No amazonas, o salário
do professor primário, somado as remunerações está
em torno de R$ 147,00 para um total de 80 aulas semanais, o que dá
cerca de R$ 1,84 por aula.
No Ceará, o governo
Tucano anda fazendo uma revolução no ensino básico,
professor com magistério ganha R$ 169,96, professor com licenciatura
ganha R$ 215,14. Ou seja, respectivamente, R$ 2,11 e R$ 2,68 por aula.
Na Paraíba é
mais horrível ainda, R$ 104,00 para o magistério e R$ 130,00
para o portador de curso universitário, isto é, R$ 1,30 e
R$ 1,62 por aula.
Esses valores ainda são
encontrados no Rio Grande do Norte e no Mato Grosso do Sul.
Em Pernambuco, o governo
paga R$ 1,75 por aula ao portador do magistério.
Na Bahia, o governo não
paga nem sequer dois salários mínimos para os primeiros níveis
de carreira.
Em Minas Gerais, que já
foi exemplo de valorização dos professores o autor esperava
um salto que consolasse a miséria nordestina. Mas só encontrou
mesquinheza: R$ 2,70 por aula. Para o segundo, as autoridades concedem
R$ 0,10 a mais por aula.
Em São Paulo, o estado
mais rico da confederação ainda não atingiu o piso
de R$ 3,00 por aula e parou em R$ 2,98.
E no Sul, mais precisamente
no Paraná: R$ 2,45 e R$ 3,16 por aula. Santa Catarina: R$ 2,25 e
R$ 2,42 e no Rio Grande do Sul: R$ 2,05 e R$ 2,42 por aula.
Convenhamos, qual a pessoa
que ao olhar esses números vai ter alguma vontade de no futuro trabalhar
como professor do Estado ou Município, onde ele mesmo sabe que além
dos baixos salários, têm que enfrentar ainda as escolas, que
muitas vezes não oferecem as condições necessárias
para realizar um bom trabalho. Segundo Alfredo Bosi, “Não há
a “reciclar”, nada a avaliar enquanto não se eleva a plataforma
inicial. Só neste caso será possível atrair para escolas
talentos e vocações. As coisas sem as pessoas são
letra morta. Preferir coisas a pessoas não é realismo. É
equívoco ou conformismo”. E se refletirmos sobre este parágrafo,
vamos constatar que é a pura verdade.
Voltando as condições
de trabalho, segundo a supervisora Zuleica, o tempo que os professores
tem para preparar as aulas, acontecem nos intervalos dos períodos,
ou seja, quando há uma folga de um ou dois períodos de uma
turma para outra. Mas segundo a mesma, os professores preferem realizar
as aulas em casa para evitar possíveis “correrias” na realização
do trabalho.
De acordo com a supervisora,
não existe um dia certo onde os professores se reunem para discutirem
suas condições de trabalho. Essas reuniões geralmente
acontecem no conselho de classe, onde após o seu término
é dedicado um tempo para que os professores coloquem suas dificuldades
encontradas naquele bimestre.
Já em relação
ao planejamento curricular, segundo a professora Dara Camargo (matemática),
os próprios professores se reunem e elaboram seus currículos
de acordo com suas condições de trabalho, ou seja, isso acontece
por área, onde todos os professores de Matemática, Português,
Educação Física, etc, elaboram em conjunto esses currículos
mas nunca tentando fugir dos padrões exigidos em cada série.
E para isso, esses professores tem um total apoio da direção,
onde conversando com a diretora Luci, sobre o que ela acha dessa atitude,
a mesma nos respondeu que dá o maior apoio, onde ela entende que
tudo isso é para o bem dos professores, alunos e principalmente
para o desenvolvimento da escola.
Na nossa opinião,
foi de extrema importância esta observação na escola.
Por um lado conseguimos voltar as escolas de 1° grau e relembrar muitos
detalhes em relação a infância dentro das próprias
escolas. Mas por outro lado, vimos também as dificuldades que estão
passando esses profissionais da educação. Onde a falta de
incentivo do governo do estado está desestimulando cada vez mais
nossos professores, que já não estão dando aula como
antigamente. Isso tudo faz com que esses professores contribuam cada vez
mais com o péssimo ensino dentro da escola e principalmente com
a valorização da categoria. Mas isso
não acontece com todos, felizmente alguns professores mantém
as suas honras de professores dignos e prestam seus serviços normalmente.
E são esses professores que geralmente participam dos acontecimentos
dentro das escolas, ou seja, são eles que tentam dar apoio nas horas
difíceis e até mesmo de convencer esses professores que estão
se desestimulando com o cargo que ocupam, a não baixarem a cabeça
e lutarem por seus direitos e principalmente levantar a ética e
a moral dos professores em exercícios e também dos futuros
professores que acreditam que possam mudar esse quadro.
Enfim, fora esses detalhes
valeu muito essa observação na escola, e quem sabe no futuro
outros alunos da área de educação que queiram ensinar
e contribuir para essa melhora tenham a oportunidade de fazer esse mesmo
trabalho. E que nós mesmos possamos responder a estas mesmas perguntas,
com uma outra visão da escola, com ótimas condições
de trabalho, com bons salários, com materiais de sobra e principalmente
com muito orgulho e muita satisfação do trabalho realizado.