UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL
FACULDADE DE EDUCAÇÃO
PROF. NAIRA FRANZOI
ESTRUTURA E FUNCIONAMENTO DE ENSINO DE 1° E 2° GRAU
NOME: LUCIANO KINDLEIN MORAES    1850/95-9
    RAFAEL PORTO                               2470/95-3

ESCOLA ESTADUAL DE 1° GRAU GONÇALVES DIAS

-LOCALIZAÇÃO:  RUA CANDIOTA, 145
-BAIRRO:  PASSO D`AREIA
-CIDADE:  PORTO ALEGRE
-FONE:  341.22.03
-ENTREVISTADOS: LUCI KLLEESTADT (DIRETORA)
          NEIDA BRADASCH (VICE-DIRETORA)
          ZULEICA MENETRIER (SUPERVISORA)
          PROF. ÂNGELA COSTA (PORTUGUÊS)
          PROF. DARA CAMARGO (MATEMÁTICA)
       PROF. CLÁUDIO CÉSAR (EDUCAÇÃO FÍSICA)

        A escola tem um formato quadrado com um pequeno pátio em seu meio, possui dois pisos, isso no prédio principal, tendo também incluído nesse mesmo prédio um grande salão de eventos. Em um segundo pátio, esse muito maior, está incluído um pequeno prédio horizontal onde funciona a pré-escola, a sala de Educação Artística e uma sala para guardar os materiais de Educação Física.
        Apesar da escola ser fundada em 06 de outubro de 1939, o prédio encontra-se em boas condições, tanto na parte interna como externa, com exceção do salão de eventos que no momento passa por reformas devido a problemas em sua estrutura.
        A escola possui uma boa organização em termos de espaço físico, sendo o pátio menos utilizado, apenas para os alunos fazerem sua merenda e descansarem na hora do recreio. Já no segundo pátio, está incluído duas quadras polivalentes (futsal, vôlei e basquete) e uma outra quadra apenas para a prática de voleibol. Inclusive, segundo a Diretora, será incluído no ginásio mais uma quadra de esportes.
        A escola dá uma preferência na hora da matricula aos alunos do bairro Passo D`Areia, tendo em vista que os alunos que frequentam a escola são de classes sociais de nível médio-baixo. Mesmo sendo uma escola de bairro, a escola possui uma boa movimentação de alunos, tendo 37 turmas e uma média de aproximadamente 950 alunos.
-Filosofia: “Todos os membros da escola se propõem a viver a liberdade e ser responsável, pois possibilita assim um crescimento físico, intelectual e religioso e que capacita a pessoa a viver e conviver harmoniosamente em sociedade”.
        A escola está organizada por setores da seguinte forma:
( VER ARQUIVO 2 )

HISTÓRICO DA ESCOLA

        No ano de 1939, a Vila do IAPI iniciou o seu processo de desenvolvimento. O número de moradores foi aumentando, já começava a surgir um pequeno comércio no bairro e se fazia necessário uma escola para as crianças. Um grupo de moradores então se reuniu e criou uma escola pequena, com apenas quatro turmas de alunos. Inicialmente a escola recebeu o nome de Grupo Escola Passo D`Areia e foi instalada na Rua Marechal José Inácio da Silva, em um prédio cedido pelo Instituto de Aposentadoria e Pensão dos Industriários.
        A escola foi oficializada pelo decreto estadual n° 7675, de 07 de janeiro de 1939.
Em 06 de outubro de 1939, pelo decreto n° 7976, a escola foi denominada Grupo Escolar Gonçalves Dias, em homenagem ao grande poeta brasileiro Antônio Gonçalves Dias.
        Em 14 de março de 1942, pelo decreto n° 510, foi convertida em Escola Isolada e em 30 de outubro do mesmo ano, pelo decreto n° 621, teve suas funções restabelecidas.
Foi apenas em 29 de junho de 1954 que a escola passou a ocupar as instalações que ainda hoje utiliza. O prédio foi projetado pela Secretária de Obras Públicas do Estado e construído pelo Instituto de Aposentadoria e Pensão dos Industriários, que doou o prédio pelo decreto n° 19735, de 10 de novembro de 1967.
        A partir de 12 de lulho de 1972, conforme ofício n° 408/72-SUA, o Ginásio Estadual Comercial Professora Wanda Gonçalves gordim passou a ocupar o prédio da escola no turno da noite.
        A escola possui vários setores em atividade, tais como, Secretaria, Pessoal, Serviço de Supervisão de Alunos (06/5/76), Serviço de Orientação Educacional (31/7/73), Serviço de Supervisão Escolar (março/74), Setor de Material, Maconografia, Biblioteca D.Pedro II (29/9/56), Audiovisual, Nutrição e CPM. Já funcionou o CAE na escola, tendo encerrado suas atividades em 30/8/91.
        Desde 1979 funciona a sala com recursos para deficientes visuais.
A escola possui também, uma Banda (01/8/74) que a tem representado em festividades internas e externas com muito destaque.
A bandeira da escola foi criada pela professora Talitha Flores, no ano de 1979 e surgiu da necessidade da existência de um símbolo marcante. São três as suas cores: azul, verde e branco.
        O hino da escola foi composto em 24/9/78 pela professora Nara Medeiros de Oliveira, que redigiu a letra e pelo professor Otto Follmann, que compôs a música.
        Em 1980 passou a chamar-se Escola Estadual de 1° Grau Gonçalves Dias, através da Portaria de Reorganização n° 11762, de 04/3/80, Diário Oficial de 07/3/80.
        Pelo Decreto n° 30043 de 11/02/81, Diário Oficial de 12/02/81, foi extinto o Ginásio Estadual Comercial Professora Wanda Gonçalves Gordim e o turno da noite foi anexado à Escola Estadual de 1° Grau Gonçalves Dias.
Em 12/5/82 foi implantado o Jardim de Infância Nível B. em 07/3/90, atraves da Portaria n° 00559/90, foi autorizado o seu funcionamento.
        A partir de 1985, Língua Inglesa foi incluída no currículo escolar como disciplina optativa de 5ª a 8ª série, não fazendo parte da Base Curricular adotada pela escola.
        Ainda em1985 foi realizada a primeira eleição para Diretor da escola. Como resultado foi eleita a professora Luci Klleestadt, que convidou para assumirem a função de vice-diretoras as professoras Edy Helena Mombelli Moreira, no turno da manhã, e Dacila Costa dos Santos nos turnos da tarde e noite.
        A partir de 1986 foi implantada na escola a Preparação para o Trabalho – PPT, conforme lei 7044, de 18/10/82 e parecer 1000/84desenvolvida de 1ª a 8ª série, diluída nos diversos componentes e também sob forma de projetos artesanais e caseiros, de 5ª a 8ª série. Ainda neste ano, a disciplina de Técnicas Comerciais foi cursada no Centro Interescolar Estadual de 1° Grau Evarista Flores da Cunha.
        Em 1988 é findo o mandato da professora Lucy Klleestadt como diretora, sendo realizada a segunda eleição de diretores.
        Em 17 de outubro de 1988 a professora Edy helena mombelli Moreira é eleita diretora, após escolha através de uma lista tríplice. Foram designados os seguintes vice-diretores: professor Tilberto Barbian no turno da manhã, professora Luci Helena Beier no turno da tarde e professor Lauro Modelski no turno da noite.
        Em março de 1989 é reativada a banda, em vista de a mesma estar bem aparelhada. O professor Renato Raul Moreira, pai de alunos da escola assumiu a responsabilidade de treinar a Banda, tornando-se a partir de então seu instrutor.
        Ainda em 1989 é criado o Clube de Dança Moderna, orientado pela professora de Educação Física Miriam Pieta, com o objetivo de proporcionar aos alunos o desenvolvimento de sua criatividade.
       Atualmente a escola conta com dois professores do Centro Louis Braille, para atendimento dos deficientes visuais e cegos, os quais assistem aulas em classes regulares, com a ssessoria do Braille.
        Em 1989 foi adotado o uso do uniforme, resultado de pesquisa feita junto à comunidade.
        Foi instituído um concurso entre os alunos para a criação de um novo emblema para o uniforme. Deise Cristine Canto, aluna da 7ª série, turma 70 de 1989, foi a vencedora.
        Foram criadas comissões junto ao CPM: Apoio, Manutenção, Social, Segurança e Educação.
        A escola recebe seu número oficial junto à Prefeitura, passou a ser o prédio de número 145 da Rua Candiota, bairro Passo D`Areia.
        No ano de 1989, sob a direção da professora Edy Helena Mombelli Moreira, a escola comemorou o seu cinquentenário. Mais precisamente no dia 06 de outubro, às 18h, houve uma festividade no Salão, com entrega de placas comemorativas, alusivas à data. Na ocasião, se fizeram presentes direção, professores, comunidade e, inclusive, algumas autoridades, destacando-se a então secretária da educação, professora Iara Wortmann e o vereador Mano José Filho, ex-aluno da escola.
        Em 1993, assumiu a direção a professora Luci Helena Beier, assessorada pelos vice-diretores: manhã Sandra Maria Saraiva Cidade, tarde Elisabeth Almada e noite Lauro Modelski, dando continuidade à linha de trabalho vigente.
        A partir de 1993, a carga horária e o conteúdo de EMC e OSPB foram incorporados em História e Geografia, conforme parecer1214/93,da CEED, disposto na lei 8663.
        Ao final de 1994, retornou à direção a professora Edy Helena, assessorada nos turnos da manhã e tarde pela professora Terezinha Inês Zanetti Somacal e no turno da noite pelo professor Lauro Modelski.
        No ano de 1996, por eleição direta, ocorrida em 1995, assumiu a Direção da Escola a Professora Terezinha Inês Zaneeti Somacal, assessorada no turno da manhã pela professora Maria de Lourdes Avila e nos turnos da tarde e noite pela professora Rosane Maria Geiser Freitas.
        Assim chegamos aos dias de hoje, com a escola crescendo graças aos ideais que unem todos os seus integrantes, sejam eles direção,professores, comunidade, CPM, que acreditam numa escola pública de qualidade e participativa do momento histórico que estamos vivendo.
        Não houve nenhuma dificuldade na hora de coletar os dados, pois fomos muito bem tratados por todos que conversamos como porteiro, professores e principalmente pela direção da escola. As entrevistas foram realizadas de uma forma simples mas organizada. Fizemos um questionário de perguntas envolvendo os principais itens a serem coletados. Fizemos as perguntas com uma sequência adequada de acordo com o cargo em que cada um atuava. As entrevistas tiveram uma média de 15 a 20 minutos cada uma. Após a fase de entrevistas fomos conhecer os principais setores da escola como a biblioteca, SOE, SSE, Sala de vídeo, banco de livro, etc. Tivemos ainda a oportunidade de observar uma aula de Educação Física da 7ª série, onde conversamos com o professor e o mesmo nos citou, após perguntarmos como era feita a organização dentro da área, assim como a organização da disciplina, ou seja, é ele que planeja, que controla a aula e que determina os conteúdos a serem estabelecidos na disciplina. A principal dificuldade que o professor encontra na área, além do baixo salário, é justamente nas dificuldades de seguir o regimento da escola. Segundo o mesmo, a falta de incentivo dificulta muito o trabalho e juntamente com a falta de materiais alternativos, faz com que ele aplique somente jogos em suas aulas.
        A escola possui um total de 53 professores divididos nas diversas séries. Segundo a Supervisora Zuleica Menetrier, a formação dos professores nas séries iniciais se dá através de Magistério e possui também alguns professores formados.já nas séries de 5ª a 8ª existem professores com licenciatura curta e plena e também professores pós-graduados.
        Em relação às condições de trabalho, os professores entrevistados comentaram que não encontram muitas dificuldades, principalmente as professoras Ângela (Português) e Dara (Matemática). Segundo os mesmos os livros didáticos estão de acordo com as necessidades da disciplina, e possuem ainda como alternativa a sala de vídeo onde cada disciplina possui fitas pra mostrar aos alunos porque é importante eles estudarem aquela disciplina em relação ao futuro. Mas issi não se dá em todas as disciplinas, uma das mais prejudicadas é a disciplina de Educação Física que não dispõe de materiais didáticos alternativos para as aulas, principalmente nas séries iniciais onde há mais necessidade. Isso somente em relação aos materiais didáticos.
        Já o grau de participação dos professores dentro da escola não é muito intenso. Não há uma ampla interdisciplinariedade em relação aos problemas, principalmente com o dos alunos, o máximo que ocorre é um encaminhamento ao SOE para que os problemas sejam resolvidos. Há maiores discussões somente no conselho de classe ao final de cada bimestre. Quando ocorre algum evento na escola acontece a mesma coisa, não há uma participação total dos professores.
        Segundo a Diretora Luci esses problemas estão acontecendo devido as mudanças que a LDB vêm fazendo em relação a educação no Brasil. Um desses problemas é devido ao aumento dos dias letivos durante o ano, que passou para 200, mas o principal está relacionado com a recuperação dos alunos ao final de cada prova aplicada durante o bimestre para aqueles alunos que não atingiram a média da prova. Isso significa que, se o professor fizer 04 provas no bimestre terá que fazer mais 04 se tornando de fato muito cansativo para o professor. Principalmente para aqueles professores que trabalham em dois ou até três turnos durante o dia.
        Segundo a Diretora Luci e a Vice-Diretora Neida antes dessa nova lei, houveram reuniões onde ocorreram estudos de pareceres, reuniões, reuniões com a Secretaria de Educação para que os professores conhecessem essas novas mudanças no regimento e no modo de atuar frente `as disciplinas. Para que isso ocorra os professores enfrentam pequenas dificuldades de adaptação às nvas normas da LDB, principalmente com o excesso de trabalho que esses professores vêm enfrentando. Tendo em vista esses problemas a direção evita um contato excessivo com os professores para a participação dos eventos.
        Voltando às condições de trabalho dos professores, o artigo 67 da LDB, cita que os sistemas de ensino promoverão a valorização dos profissionais da educação, assegurando-lhes, inclusive nos termos dos estatutos e dos planos de carreira do magistério público; e no item VI estão as condições de trabalho adequados, onde nessa escola essas condições não são muito amplas, pois existe uma dificuldade em relação a esses materiais como já foi relacionado anteriormente.
        Mas um dos maiores problemas encontrados e discutidos pelos professores é sem dúvida nenhuma os baixos salários do ensino público. De acordo com a Supervisora Zuleica, os baixos salários vêm fazendo com que os professores mais antigos estejam se aposentando e os mais novos se desestimulando com a falta da valorização do ensino, onde nessa escola a carga horária de 20 horas semanais dará um salário de R$ 250 a R$ 300 reais aproximadamente.
        De acordo com o Artigo 69, “A união aplicará, anualmente, nunca menos de dezoito, e os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, vinte e cinco por cento, ou o que consta nas respectivas Constituições ou Leis Orgânicas, da receita resultante de impostos, compreendida as transferências constitucionais, na manutenção e desenvolvimento do ensino público”. Do ponto de vista financeiro é muito pouco para um país do tamanho do Brasil e que pensa em melhorar a educação, mas não vai ser com esses valores que isso vai acontecer. Para entendermos melhor essa vergonha em termos salariais, Alfredo Bosi fez uma pesquisa comparando o salário dos professores em todo o Brasil no ensino primário. Com base nos dados da Confederação Nacional dos trabalhadores em Educação, eis o que se apurou como valores referentes ao início de carreira.
        No amazonas, o salário do professor primário, somado as remunerações está em torno de R$ 147,00 para um total de 80 aulas semanais, o que dá cerca de R$ 1,84 por aula.
        No Ceará, o governo Tucano anda fazendo uma revolução no ensino básico, professor com magistério ganha R$ 169,96, professor com licenciatura ganha R$ 215,14. Ou seja, respectivamente, R$ 2,11 e R$ 2,68 por aula.
        Na Paraíba é mais horrível ainda, R$ 104,00 para o magistério e R$ 130,00 para o portador de curso universitário, isto é, R$ 1,30 e R$ 1,62 por aula.
        Esses valores ainda são encontrados no Rio Grande do Norte e no Mato Grosso do Sul.
        Em Pernambuco, o governo paga R$ 1,75 por aula ao portador do magistério.
        Na Bahia, o governo não paga nem sequer dois salários mínimos para os primeiros níveis de carreira.
        Em Minas Gerais, que já foi exemplo de valorização dos professores o autor esperava um salto que consolasse a miséria nordestina. Mas só encontrou mesquinheza: R$ 2,70 por aula. Para o segundo, as autoridades concedem R$ 0,10 a mais por aula.
        Em São Paulo, o estado mais rico da confederação ainda não atingiu o piso de R$ 3,00 por aula e parou em R$ 2,98.
        E no Sul, mais precisamente no Paraná: R$ 2,45 e R$ 3,16 por aula. Santa Catarina: R$ 2,25 e R$ 2,42 e no Rio Grande do Sul: R$ 2,05 e R$ 2,42 por aula.
        Convenhamos, qual a pessoa que ao olhar esses números vai ter alguma vontade de no futuro trabalhar como professor do Estado ou Município, onde ele mesmo sabe que além dos baixos salários, têm que enfrentar ainda as escolas, que muitas vezes não oferecem as condições necessárias para realizar um bom trabalho. Segundo Alfredo Bosi, “Não há a “reciclar”, nada a avaliar enquanto não se eleva a plataforma inicial. Só neste caso será possível atrair para escolas talentos e vocações. As coisas sem as pessoas são letra morta. Preferir coisas a pessoas não é realismo. É equívoco ou conformismo”. E se refletirmos sobre este parágrafo, vamos constatar que é a pura verdade.
        Voltando as condições de trabalho, segundo a supervisora Zuleica, o tempo que os professores tem para preparar as aulas, acontecem nos intervalos dos períodos, ou seja, quando há uma folga de um ou dois períodos de uma turma para outra. Mas segundo a mesma, os professores preferem realizar as aulas em casa para evitar possíveis “correrias” na realização do trabalho.
        De acordo com a supervisora, não existe um dia certo onde os professores se reunem para discutirem suas condições de trabalho. Essas reuniões geralmente acontecem no conselho de classe, onde após o seu término é dedicado um tempo para que os professores coloquem suas dificuldades encontradas naquele bimestre.
        Já em relação ao planejamento curricular, segundo a professora Dara Camargo (matemática), os próprios professores se reunem e elaboram seus currículos de acordo com suas condições de trabalho, ou seja, isso acontece por área, onde todos os professores de Matemática, Português, Educação Física, etc, elaboram em conjunto esses currículos mas nunca tentando fugir dos padrões exigidos em cada série. E para isso, esses professores tem um total apoio da direção, onde conversando com a diretora Luci, sobre o que ela acha dessa atitude, a mesma nos respondeu que dá o maior apoio, onde ela entende que tudo isso é para o bem dos professores, alunos e principalmente para o desenvolvimento da escola.

CONCLUSÃO

        Na nossa opinião, foi de extrema importância esta observação na escola. Por um lado conseguimos voltar as escolas de 1° grau e relembrar muitos detalhes em relação a infância dentro das próprias escolas. Mas por outro lado, vimos também as dificuldades que estão passando esses profissionais da educação. Onde a falta de incentivo do governo do estado está desestimulando cada vez mais nossos professores, que já não estão dando aula como antigamente. Isso tudo faz com que esses professores contribuam cada vez mais com o péssimo ensino dentro da escola e principalmente com a valorização da categoria.     Mas isso não acontece com todos, felizmente alguns professores mantém as suas honras de professores dignos e prestam seus serviços normalmente. E são esses professores que geralmente participam dos acontecimentos dentro das escolas, ou seja, são eles que tentam dar apoio nas horas difíceis e até mesmo de convencer esses professores que estão se desestimulando com o cargo que ocupam, a não baixarem a cabeça e lutarem por seus direitos e principalmente levantar a ética e a moral dos professores em exercícios e também dos futuros professores que acreditam que possam mudar esse quadro.
        Enfim, fora esses detalhes valeu muito essa observação na escola, e quem sabe no futuro outros alunos da área de educação que queiram ensinar e contribuir para essa melhora tenham a oportunidade de fazer esse mesmo trabalho. E que nós mesmos possamos responder a estas mesmas perguntas, com uma outra visão da escola, com ótimas condições de trabalho, com bons salários, com materiais de sobra e principalmente com muito orgulho e muita satisfação do trabalho realizado.