UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL
FACULDADE DE EDUCAÇÃO - DEPARTAMENTO DE ESTUDOS ESPECIALIZADOS
EDU 03329 - Estrutura e Funcionamento do Ensino
Professora: Naira Lisboa Franzoi

FILOSOFIA CRISTÃ APLICADA À  EDUCAÇÃO
 RELATÓRIO DA OBSERVAÇÃO  FEITA NA  ESCOLA CRISTÃ DA BRASA
SOLANGE   MARIA  LONGARAY
CURSO DE  GRADUAÇÃO    -   LETRAS
  

. DESCRIÇÃO DA METODOLOGIA UTILIZADA
     Os dados referentes a escola foram coletados por meio de documentos ou pessoalmente junto à  direção, a professores, a pais e  alunos.
     Servi-me de entrevistas elaboradas por mim e outras publicadas no JORNAL BRASA VIVA com data de setembro de 1997 organizada pelos próprios alunos  que circula entre a comunidade  cristã e educadores locais. Neste coletei dados da entrevista da diretora da Escola Cristã da Brasa , Sra. Denise Fontanari Quadros e do vice-diretor e capelão Pr. Osório Waldemar  da Silveira ( elo de ligação entre a mantenedora e a escola ), bem como pareceres de professores e alunos. Também usei entrevistas e anúncios publicados no jornal EDUCARE - FORUM DO EDUCADOR CRISTÃO  publicado no Rio de Janeiro em setembro de 1997 com circulação nacional entre os educadores e instituições de ensino cristão.
     Durante  entrevista com a Sra. Denise F. Quadros, que durou cerca de duas horas, tive acesso aos documentos burocráticos e aos de formação especial para professores.
     Durante as visitas à escola e a salas de aula tive a oportunidade de fazer  pequenas entrevistas com alunos, pais e professores para confirmar o que fora dito nas entrevistas aos jornais, bem como, colher mais algumas informações a respeito de das relações interpessoais.
     O trabalho junto a esta escola  foi feito com muita liberdade e cordialidade, não só porque faço parte da comunidade evangélica mantenedora, mas, também, pela prática dos princípios bíblicos pregados pela escola.

II. DESCRIÇÃO  DOS  DADOS
     A ESCOLA CRISTÃ DA BRASA  é uma escola particular e funciona  no prédio do Seminário  Teológico Evangélico Dr. Pedro Tarsier, que funciona  a noite , na Av. Florianópolis, 359, Bairro Azenha em Porto Alegre. O prédio tem 4  salas, 6  banheiros, secretaria, diretoria, sala de professores, biblioteca, laboratório de ciências, cozinha, sala de orientação educacional e terraço para uso  da escola.
     A escola foi formada para atender as necessidades da comunidade evangélica, mas é aberta a todos que  desejarem este tipo de ensino.
     Em 1994 e 95 começaram as buscas  dos meios de concretizar o sonho de formar uma escola cristã. O primeiro passo foi a preparação dos documentos exigidos pela  Secretaria Estadual de Educação. A partir disso, buscaram bibliografias que falassem sobre educação cristã e de como trabalhar os princípios bíblicos  em cada disciplina. Para isso, participaram de um  Curso  de Educadores Cristãos em Campos de Goitacazes, no Rio de Janeiro oferecido pela JOCUM.
 Em 1996, a escola foi autorizada pela Secretaria de Educação a funcionar com turmas de 1a a 4a  séries. Contou com 32 alunos naquele ano.
     Em 1997, passou a funcionar as turmas  de 5a  e  6a séries. Neste ano, conta com 80 alunos.
     Após a última vistoria, a escola foi autorizada a funcionar com turmas de 7a  e 8a  séries em 1998.
     A escola tem como referencial teórico a filosofia cristã e utiliza a metodologia de educação cristã  exposta por Rosali J. Siater ,  da Universidade da   JOCUM  no Havaí , em seu livro “Ensinando e aprendendo a história cristã americana: o enfoque  por princípios bíblicos”, que consiste no que chamamos de métodos dos 4 Rs . Este é considerado um método de estudo e investigação a partir dos quais se pode  raciocinar em qualquer área da vida. Todos envolvidos ,de alguma maneira, com a escola, pais, alunos e  docentes, têm  conhecimento e aprovam a filosofia e método da escola.
     O regimento foi elaborado na fundação da escola, em 1995, pelos educadores da Mantenedora ( Ia Igreja Batista de Porto Alegre ) envolvidos no projeto de formação da escola. Foram  organizados também, o currículo e  a disposição das disciplinas  e estipulados os conceitos  para avaliação e a recuperação.
     Os professores participam ativamente da vida escolar. Periodicamente, há reuniões entre direção e professores para acompanhamento dos trabalhos. há  reuniões também com os pais para estipular metas e expor os alvos alcançados. Quatorze dos dezesseis docentes são graduados e com capacitação especial para ensino bíblico. Todos os docentes são cristãos e têm liberdade na escolha do material didático, tipos  de avaliação e recuperação, elaboração dos planos de aula e planos de pesquisa dentro dos conteúdos mínimos estabelecidos pela  Secretaria de Educação, acrescida de disciplinas especiais, como música e inglês  a partir da 1a série. A carga horária é de 20 horas semanais para os professores de 1a  a 4a séries. Para as outras  séries varia de acordo com a disciplina . Todos  os professores são contratados  de acordo com a lei e acordos com  SINPRO  e   SINEPE.
      As instâncias  decisórias são Direção, Vice e  Secretaria . A Mantenedora  não  participa efetivamente  das decisões, mas participa com o patrimônio imóvel. A escola é mantida com os pagamentos das mensalidades pelos alunos. Não cobra nenhum tipo de ajuda do  Governo, pois, para  o  cristão, a família é responsável  pela  educação.
     A  direção coordena as reuniões que ocorrem periodicamente entre direção e professores. Estas são para  prevenir  extremismos, nem um afastamento dos princípios cristãos nem o distanciamento dos propósitos da  educacionais.

III. ANÁLISE DOS DADOS
     O pensamento desta escola está de acordo com a chamada para a transformação  da escola atual  proposta por  Regina Leite Garcia em “Planejamento e currículo na escola “,  mas por outros meios. Como os adotados por esta escola, por exemplo, que acredita que a sociedade poderá mudar se os indivíduos mudarem primeiro, já que estes a formam .
     A educação cristã não é  anti-social, pois a lei de Deus, que é perfeita: imutável, justa, confiável e atual,  orienta o  homem a  acatar  suas próprias leis como regra do bem viver social. Por isso, a escola tem o objetivo de levar o educando a adquirir conhecimento dentro das normas estabelecidas,  pelos órgãos competentes, para a educação brasileira , sem , com isto, deixar de lado a qualidade do ensino. Qualidade tão necessária  para o desenvolvimento do indivíduo como cidadão quanto exigida pelos padrões nacionais.  A escola  demonstra  o interesse em manter, também, o padrão internacional,  já  que  têm passado por ela, mesmo com tão pouco tempo de existência, alunos que estão morando na Europa  e  EUA.  E, ainda,  outros que estão  vindo   do exterior para ela.
     A escola iniciou seus trabalhos com métodos tradicionais de ensino, mas, com o tempo, foram adaptando conforme as necessidades de cada aluno e da própria escola. Buscaram subsídios em Piaget, Vigotski e outros para compreenderem melhor os processos de aprendizagem e, também, nas práticas tradicionais para complementar lacunas deixadas pelas práticas modernas.
     Constatei que a escola, embora de filosofia cristã  que se supunha rígida e tradicional, se adequa aos  padrões moderno de educação.
     Dentro das normas estabelecidas pelo ECA, no que diz respeito a educação e cidadania, a escola busca preparar o aluno integralmente para a convivência em sociedade, esta sendo-lhe favorável ou não. Incentiva-o a ser o que  é  e a aceitar aos outros como eles são. Sem  que, com  isso, deixe  de desenvolver o pensamento crítico. E, através da reflexão, possa construir bons argumentos  para defender suas idéias e assim poder construir um mundo mais justo, seguindo o exemplo de vida  de Jesus Cristo.
     Busca, pelo aconselhamento, conscientizar os pais de suas responsabilidades no aprendizado dos filhos, na  formação moral, no reconhecimento dos  direitos e deveres do cidadão, mesmo enquanto criança. E, às vezes, tomando medidas mais duras para  garantir
ao aluno segurança contra preconceitos e agressões físicas ou psicológicas. Procurando assim, assegurar ao educando o respeito previsto no Artigo 53  da  ECA.
     Para isso também, a escola possibilita a integração do aluno a outros grupos sociais através da música, teatro, visitas  a  museus e repartições públicas, por exemplo. E, aos pais, o conhecimento do processo pedagógico e o direito de optar por outras escolas, caso não concorde com a  proposta pedagógica  desta escola e não consiga alterá-la  através de bons argumentos.
     Com  respeito a LDB especificamente, a escola teve algumas dificuldades para a compreensão das leis estabelecidas. As dificuldades foram  dirimidas  com reuniões organizadas pelo SINPRO e SINEPE  para este fim e com alguns  esclarecimentos pedidos a  Secretaria  de Educação.
     A escola  cumpre  o que  foi previsto para entrar em vigor neste 1o  ano da  lei.
     Constatei, na escola, o cumprimento das condições previstas no Artigo  7o  da  LDB:
     Art. 7o . O ensino é livre à iniciativa privada, atendidas as seguintes condições:
     I - cumprimento das normas gerais da educação nacional e do respectivo sistema de ensino;
     II - autorização de funcionamento e avaliação de qualidade pelo poder público;
     III- capacidade de autofinanciamento, ressalvando o previsto no art. 213 da Constituição Federal.
     Para cumprir o inciso I, a  escola  procura conhecer  para  cumprir as normas nacionais e do sistema de ensino respectivo.     Estive presente à escola durante a visita dos representantes da  Secretaria de Educação que estavam fazendo as     vistorias para autorizar o funcionamento, estabelecido pelo inciso II. Não presenciei a nenhuma avaliação de qualidade. A  escola tem  capacidade  de autofinanciamento em  cumprimento ao inciso III.
     Constatei também, o cumprimento dos artigos 12 e 13 ,  em todos os seus incisos, que trata das incumbências dos estabelecimentos de ensino e dos docentes
     A escola  enquadra-se no nível de ensino fundamental tratado no Artigo 32  em todos os seus incisos.
     O ensino religioso é obrigatório na escola por ter sido criada para abrigar pessoas dessa confissão e simpatizantes.
     A jornada  escolar é de 4:30 h diárias, às vezes ampliado para trabalho externos.
     A escola não conta com alunos especiais, principalmente por não haver procura.
     Os conceitos para avaliação adotados pela escola são:
     AT - (Atingiu Totalmente) com 90 % a 100 %
     A  -  (Atingiu ) com 70 % a 89 %
     AP - ( Atingiu Parcialmente)  com 50 % a 69 %
     NA - (Não Atingiu) até 49 %
     Quanto as disciplinas existe uma hierarquia  que  dá prioridade  às  disciplinas de português, matemática e ensino religioso. Deixa as disciplinas de geografia, história, ciências e educação física  em um nível médio, e, as disciplinas de inglês,  educação artística  e música  em um nível  mais baixo com poucas aulas semanais.( ANEXO).
     Chamou-me a atenção  a aplicação da filosofia cristã à educação. Não por ser uma filosofia nova, mas por ser inovadora a metodologia. Esta  dá enfoque aos princípios bíblicos. A maioria dos princípios bíblicos  fazem parte da nossa cultura embora não os reconheçamos. Por exemplo,  os movimentos  de preservação do planeta ( Princípio de Mordomia) ou  nos ditados populares como: “Quem planta colhe”, “Quem planta vento colhe tempestade”, “Aqui se faz, aqui se paga” ( Princípio  de Semear e Colher ).

      FILOSOFIA DA EDUCAÇÃO CRISTÃ
        CONCLUSÕES BÍBLICAS:
1. A educação cristã não pode ser neutra com respeito à filosofia de vida de alguém. Ou ela vai ser guiada pelo humanismo (deidade do homem) “aprisionando” a mente, e formando o caráter do socialismo, ou ela vai “libertar” a mente, e renová-la ajudando a trazê-la sob a disciplina  e obediência a Cristo, formando o caráter de Jesus.
= Escola cristã deve adotar uma filosofia de vida cristã.

2. Educação cristã é, primeiramente, edificação (onde alguém é edificado em Cristo), em vez de evangelização (onde alguém é trazido a Cristo). A função básica do discipulado é discipular os filhos daquelas famílias que tem decidido seguir Jesus.

= Escola cristã é para edificar e não para evangelizar.

3. A escola é uma extensão do lar, e nunca um substituto dela. O lar cristão e a escola cristã devem estar de acordo na filosofia com a escola reforçando o que o lar faz cumprir ou respeitar.

= Escola cristã é  uma extensão do lar cristão.

4. A Bíblia deve ser a base para a educação;  tanto como um texto  quanto como um conjunto de princípios de vida que produz caráter cristão, e dá a Cristo a predominância em todas as coisas.

= Escola cristã deve adotar a Bíblia como seu livro fundamental.

5. Educação é para ser centrada em Cristo, através de um professor que é a “carta viva” de Cristo lida por cada estudante. Instrução pessoal é essencial no processo ensino-aprendizagem.

= Escola cristã é para ser centrada em Cristo, tendo o professor como testemunha viva.

   METODOLOGIA DE EDUCAÇÃO CRISTÃ

 O PROCESSO BÍBLICO DE ENSINO-APRENDIZAGEM
  “Ora, o Senhor é Espírito;  e onde está o Espírito do Senhor ai há liberdade. E todos nós com o rosto desvendado, contemplado, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória, na sua própria imagem, como pelo Espírito Santo” ( II Co. 3: 17 e l8 ).

 “E não vos conformeis com este século, mas  transformai-vos pela renovação da vossa  mente, para que experiente qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” ( Rom. 12:2 ).

 A mente é muito importante, pois o que pensamos nós dizemos, e o que dizemos é o que vivemos. A Bíblia deixa muito claro que, conforme nossa mente é mudada, igualmente é mudado o nosso estilo de vida. Esta é razão pela qual o processo de ensino-aprendizagem é tão importante, pois a mudança de nossa mente através da aprendizagem implicará  em  mudar o nosso  estilo de vida.
 Estes versículos ( II Cor. 3:17,18 e Rom. 12:2) nos sugerem que a nossa mente trabalhe em um padrão tríplice, o qual nos ajudará a identificar o processo de transformação que Deus usa:
 Reflexão:  o aluno se converterá à imagem  que ele contempla em seu mestre;
 Criatividade:  ter um pensamento produtivo onde o que é criado é capaz de ser posto a serviço dos demais e de Cristo;
 Aplicação: a prova final do nosso aprendizado será vista através da prática do que sabemos.
 As três áreas de nossa mente, reflexão, criatividade e aplicação estão sempre em funcionamento. O padrão tríplice   de nossa  mente  compreende um  mover através do Espírito Santo, uma expressão  inventiva  de  produtividade e o  uso prático do que temos aprendido.

 O ENFOQUE POR PRINCÍPIOS BÍBLICOS
 Os 4 “Rs”
 a) Researching/ Pesquisar
 Buscar e examinar com um contínuo cuidado; buscar diligentemente a verdade..., inquirir, averiguar com diligência durante a busca dos princípios; busca contínua e laboriosa da verdade” (Webster-1828 ).
 b) Reasoning/ Raciocinar
 O raciocínio nos levará a ver Jesus e seus caminhos refletidos em cada matéria do currículo. Isto nos permitirá raciocinar continuamente a partir das Escrituras, para que em cada uma e em todas as matérias possamos discernir um ponto de vista equilibrado acerca de todas as coisas.
 c) Relating/ Relacionar
 Ao relacionar, tomam-se os princípios da palavra de Deus e os conceitos de alguns aspectos do conhecimento para se aplicar à vida do indivíduo.
 d) Recording/ Registrar
 O propósito deve ser um registro pessoal ( escrito de nosso próprio punho e letra ) daquilo que foi produzido através da investigação, raciocínio e a relação de idéias. É recordar a presença da mão de Deus no aprendizado de cada fato.

 PRINCÍPIOS BÍBLICOS APLICADOS À EDUCAÇÃO
Princípio de Deus de caráter:
 Gn. 2:15 “Tomou, pois, o Senhor Deus o homem e o colocou no jardim do Éden, para o cultivar”.
 Isto significa trabalhar arduamente, afadigar-se, isto é, implica em caráter. É o desejo de Deus de formar a imagem  e a natureza de Jesus dentro do cristão através de pressão e conflito.

Princípio de Deus de mordomia:
 Gn. 2:15 “... e o  guardar...”
 Isto significa observar, tomar conta com atenção, guardar com cuidado, implicando uma mordomia. Deus, como proprietário de todas as coisas, tem dado ao homem a responsabilidade de possuir propriedades externas e internas.

Princípio de Deus de governo ( autogoverno, domínio próprio ):
 Gn. 2:16b e 17 “De toda árvore do jardim comereis livremente, mas da árvore do conhecimento do bem  e  do mal não comereis”.
 Estas foram as instruções de governo  para provar o domínio próprio de Adão. O plano de Deus é que as coisas sejam governadas de dentro para fora.

Princípio de Deus de semear e colher:
 Gn. 17b “porque no dia em que comeres certamente morrerás.
 Isto implica causa e o efeito é reproduzido da desobediência, ou seja, a lei da semeadura e colheita. Quando alguém dá o retorno é reproduzido.  Esta é a maneira de Deus plantar e colher a verdade: semear e colher.
 

Princípio de Deus de soberania:
 Gn. 19:23  - Aqui Deus pensa junto com Adão levando-o a dar nome a todos os animais da criação, os quais vinham em pares, permitindo assim que Adão chegasse à mesma conclusão com relação ao plano de Deus para ele. “...todavia não se achava uma auxiliadora que lhe fosse idônea”.
 Isto implica em soberania, onde Deus soberano discute com sua criação mais elevada, permitindo-lhe planejar, julgar e executar junto com Ele.

Princípio de Deus da individualidade:
 Gn. 2:20  “Deu nome ao homem (Adão ) e a todos os animais domésticos, e às aves do céu”.
 Isto implica a individualidade de toda a criação, tendo variedades distintas e natureza singular. Todas as coisas que Deus criou têm uma identidade distinta.

Princípio de Deus de união ( unidade ):
 Gn. 2:24 “Por isso deixa o homem pai e mãe e se une a sua mulher, tornando-se os dois uma só carne”.
 Significa o estabelecimento de um pacto sobre a terra,  expressado primeiramente na família. Todas as coisas são designadas para funcionarem em harmonia internamente, mesmo que permaneçam distintas. É necessário ter unidade interna antes que exista harmonia externa.

EXEMPLO:
Os 7 princípios bíblicos aplicados em leitura:
1. Individualidade:  se aprende os sons de cada letra individualmente;
2. Autogoverno: A voz governa os fonemas, dominando os diferentes sons. Necessitamos treino e hábito em leitura;
3. Caráter: As características  e traços de cada  letra  diferenciam-na uma da outra;
4. Mordomia: Devemos ser bons mordomos, articulando bem as letras, sons e palavras;
5.Soberania: Deus é o criador dos diversos sons ( agudos e graves ) revelando-os na própria natureza;
6. Semear e colher: Os sons corretos das letras produzem palavras que expressam idéias;
7. União: A união de palavras produzem um texto, que nos revelam um contexto.

 PASSOS PARA DESENVOLVER UM CURRÍCULO CRISTÃO
 
1º passo : Definir o vocabulário;
2º passo : Pesquisar o vocabulário nas Escrituras;
3º passo : Raciocinar e chegar a conclusões a partir das definições e das Escrituras;
4º passo : Pesquisar e descobrir a história cristã da matéria;
5º passo : Estruturar o plano de curso de acordo com os 7 princípios;
6º passo : Escrever o plano de curso para uma série específica ;
7º passo : Escrever o desenvolvimento do curso.



IV. CONSIDERAÇÕES  FINAIS
     Todo o trabalho desenvolvido pela escola tem o objetivo de  formar um indivíduo capaz de refletir a respeito do mundo que o cerca , levando em consideração  tudo o que  vê  e tudo o que ele quer para si e para  o seu próximo, sem deixar de considerar tudo o que  Deus tem planejado para o homem; formar um indivíduo completo, corpo, alma e espírito,  com crescimento integral que faça a diferença em nossa sociedade, demonstrando em qualquer área de sua vida profissional o caráter de Jesus.
     Para isso, a escola tem cultivado um ambiente de amor e confiança entre  os alunos, funcionários e professores. Um ambiente de comunhão e igualdade que  tem levado  muitos alunos  a  se sentirem mais valorizados e aceitos, progredindo mais  do que em outras escola onde eram estigmatizados por pessoas que não acreditam na liberdade ideológica  e religiosa, pessoas  preconceituosas .
     Por isso, esta escola tem despertado o interesse da família  evangélica gaúcha. A aceitação e muito grande por parte de alunos e pais. Estes trazem também seus parentes  e amigos para conhecerem e matricularem seus filhos nela.  Por parte dos professores também  ouvi muitos elogios. Dizem que seus alunos são seus amigos. E, por parte dos alunos , ouve-se os mesmos elogios.
     Isto é conseguido graças aos princípios bíblicos aplicados a cada disciplina. O aluno pode ver sua responsabilidade   em tudo que os cerca, como um mandamento de Deus para ele  que,  como cristão,     deseja agradar a  Deus.